De acessórios de moda a gadgets, mercado de brindes aposta em produtos com maior valor percebido e potencial de gerar exposição espontânea nas redes sociais
O tradicional brinde de evento está deixando de ser apenas uma lembrança com logomarca para assumir um papel mais estratégico na construção de experiências de marca.
Essa transformação ganha destaque em grandes eventos como o Rock in Rio 2026, que reúne mais de 90 marcas parceiras, 400 produtos licenciados e tem a projeção de distribuir cerca de 1 milhão de brindes.
No entanto, entre os itens que chegam às mãos do público, ganham espaço acessórios de moda, tecnologia e estilo de vida, como mini câmeras digitais de estética retrô, ring lights portáteis, shoulder bags, bucket hats, viseiras estilizadas e tirantes para óculos.
Mais do que simplesmente levar a marca estampada, esses produtos buscam conquistar espaço na rotina do consumidor e, potencialmente, também nas redes sociais.
Estudos internacionais da Promotional Products Association (ASI) revelam que 89% dos consumidores se lembram do nome da marca que lhes presenteou com um item útil, e 82% dos consumidores têm uma impressão mais favorável de uma marca depois de receber um produto promocional.
Em eventos de grande porte, brindes desejáveis também podem funcionar como gatilho para a produção espontânea de conteúdo nas redes sociais, ampliando a exposição da marca para além do espaço físico da ativação.
Por que alguém guardaria um brinde?
A transição do chaveiro simples para a mini câmera e a shoulder bag sinaliza uma virada no perfil do público.
A maior preocupação com sustentabilidade e o excesso de produtos promocionais elevaram a exigência sobre o que o consumidor está disposto a guardar e utilizar.
Para ganhar espaço na rotina do usuário, o objeto precisa combinar utilidade, apelo estético ou algum elemento de identificação com o público.
Quando o item promocional se alinha às tendências urbanas de moda e consumo, ele deixa de ser um “mimo passivo” e passa a ser usado como acessório de estilo.
Com isso, o brinde físico torna-se o ponto de contato tangível que amplia os pontos de contato da marca com o consumidor, tanto no mundo real quanto no ambiente digital.
A experiência, assim, não termina necessariamente quando o consumidor deixa o evento: o produto pode continuar sendo utilizado, fotografado e compartilhado.
O que mudou em 30 anos e para onde vamos?
Para entender essa evolução, Alexandre Reis, executivo com três décadas de atuação no setor de marketing promocional e cofundador da Elo Brindes, analisa as mudanças pelas quais o mercado passou.
“Há trinta anos, a lógica das empresas era estritamente volumétrica. O brinde era comprado pelo menor preço unitário possível, quase como um encargo operacional para ‘marcar presença’ com uma logomarca impressa. O mercado mudou porque o consumidor mudou: ele ficou hiperexigente. Hoje, se a marca entrega algo sem utilidade ou apelo estético, o produto é facilmente descartado e a marca sofre um efeito de reputação negativo”, analisa.
Reis destaca que a revolução recente foi a integração entre a experiência tátil e a geração de mídia espontânea nas redes sociais:
“Quando um festival como o Rock in Rio distribui um item desejado, a marca não está pagando apenas pelo objeto em si, mas também pela conversa que ele pode gerar. O brinde pode se tornar a faísca para a criação de conteúdo orgânico: o usuário fotografa o produto, publica no Instagram ou no TikTok e amplia a exposição da marca para além do espaço físico da ativação. O Custo por Mil (CPM) dessa mídia espontânea pode ser menor do que o de uma campanha digital tradicional”, pontua.
O brinde como ativo no ecossistema digital
Essa visão do impacto nas redes digitais é reforçada por Eduardo de Barros, especialista em redes sociais e marketing digital e CEO da IDK Brasil. Para o executivo, o brinde físico moderno é um dos gatilhos para o engajamento orgânico.
“O valor de um brinde hoje também está na capacidade de prolongar a experiência depois que o consumidor deixa o evento. Quando um produto tem apelo visual e é incorporado ao conteúdo das redes, a marca ganha uma segunda janela de exposição, que pode continuar circulando mesmo após o encerramento da ativação”, declara.
Segundo o CEO da IDK Brasil, essa dinâmica altera a lógica de investimento em marketing das grandes marcas:
“Parte do valor do brinde no ecossistema digital atual não está no custo de produção da peça, mas no Earned Media Value (valor de mídia conquistada) – métrica utilizada para estimar o valor da exposição espontânea obtida por uma marca – que ele gera. Um único influenciador ou usuário comum que viraliza mostrando um acessório do evento alcança centenas de milhares de impressões com um tipo de exposição que combina alcance e recomendação espontânea e que não funciona da mesma forma que uma campanha de mídia paga”, destaca Barros.
Evolução histórica e tendências
Segundo Alexandre Reis, o ciclo histórico do mercado de produtos promocionais pode ser dividido em três fases:
- Décadas de 1990 e 2000: o foco era em volume massivo, baixo custo unitário e itens padronizados de papelaria ou plástico simples.
- Década de 2010: transição para utilitários tecnológicos, como pen drives, power banks e melhoria no acabamento visual.
- Década de 2020 em diante: foco em itens de estilo de vida, vestuário urbano, experiência sensorial, sustentabilidade com materiais reciclados e forte convergência com as redes sociais.
A evolução mostra uma mudança de lógica: se antes o principal objetivo era colocar a marca nas mãos do maior número possível de pessoas, agora o desafio é criar um produto que o consumidor queira manter, usar e, eventualmente, compartilhar.
Olhando para os próximos anos, Alexandre Reis prevê que o mercado de brindes e presentes caminhará cada vez mais para a máxima de “menos volume e muito mais significado”, apoiado em economia circular e hiperpersonalização.
“Na era da inteligência artificial e do consumo hiperdigital, o objeto físico de qualidade ganha novo valor: ele ancora a marca na vida real e cria memórias afetivas que uma tela não consegue reproduzir”, finaliza o executivo.
Para as marcas, a mudança representa uma nova forma de pensar o investimento em produtos promocionais: o valor do brinde passa a estar não apenas na quantidade distribuída, mas também na capacidade de gerar uso, identificação e novas oportunidades de contato com o consumidor.
Elo BrindesCom 31 anos de atuação, a Elo Brindes é especializada em brindes personalizados e soluções de marketing promocional para empresas de diferentes segmentos.
A companhia desenvolve produtos customizados para fortalecer marcas, criar experiências e estreitar relacionamentos com clientes, colaboradores e parceiros.
Atendimento personalizado, qualidade e inovação são os pilares da companhia, que oferece um portfólio diversificado de itens e diferentes técnicas de personalização, além de suporte em todas as etapas do projeto, da escolha dos produtos à logística de entrega em todo o território nacional.
A Elo tem como propósito criar conexões entre marcas e seus públicos, transformando produtos promocionais em ferramentas de relacionamento e reconhecimento. Saiba mais: https://www.elobrindes.com.br/
IDK Brasil
A IDK Brasil é uma consultoria estratégica referência em crescimento e geração de receita a partir de dados e relacionamento com clientes.
A empresa atua na conexão entre estratégia, dados e tecnologia para ajudar organizações a transformar conhecimento sobre seus clientes em decisões de negócio, com impacto em aquisição, conversão, retenção, recorrência e receita.
Parte do Grupo WE, um dos maiores grupos de comunicação 100% brasileiros, a IDK integra um ecossistema com mais de 400 profissionais e competências em comunicação, dados e tecnologia.
Essa estrutura amplia sua capacidade de atuar em diferentes etapas da jornada do consumidor e conectar metodologias de retenção e aumento de receitas à estratégia de negócios.
Ao longo de sua trajetória, a IDK Brasil já beneficiou mais de 300 negócios e acumula 23 reconhecimentos do mercado.
A empresa trabalha para ampliar a visão de geração de receita a partir da própria base de clientes nas organizações, posicionando a gestão do relacionamento com clientes como parte da estratégia de crescimento e não apenas como uma frente de comunicação. Saiba mais: https://idkbrasil.com/
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