Plano de Eduardo Riedel aponta cobertura de 77% em maio de 2026 e propõe universalização, soluções no Pantanal, drenagem, resíduos e reforço da segurança hídrica
Para uma família, saneamento não é uma expressão técnica. É algo que se percebe quando abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, drenagem e manejo dos resíduos fazem parte de uma estrutura capaz de sustentar a vida cotidiana. No campo ou na cidade, em áreas mais densamente ocupadas ou em comunidades isoladas, água e saneamento atravessam questões que vão da saúde à preservação ambiental e alcançam uma dimensão elementar: a dignidade.
É sob essa perspectiva que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, coloca o saneamento entre as políticas que deverão ganhar escala em Mato Grosso do Sul no próximo mandato. O Plano de Governo 2027–2030 parte dos avanços registrados nos últimos anos para propor uma etapa de universalização dos serviços, ao mesmo tempo em que amplia o olhar para resíduos sólidos, drenagem urbana, comunidades do Pantanal, aldeias indígenas e segurança hídrica.
A política já avançou de forma significativa na cobertura de coleta e tratamento de esgoto. O indicador passou de 56% da população em 2021 para 77% em maio de 2026. Esse movimento está associado à expansão do abastecimento de água, aos investimentos em resíduos sólidos e às soluções destinadas a comunidades isoladas. “Tratamos o saneamento como infraestrutura relacionada à saúde, à preservação ambiental, aos recursos hídricos e à qualidade de vida”, explica o governador.
Uma meta que se aproxima
O objetivo é alcançar 100% de cobertura até 2028, antecipando a universalização em relação ao prazo mencionado pelo próprio documento para o Marco Legal do Saneamento. A questão, portanto, deixa de ser apenas expandir redes e passa a envolver a capacidade de fazer o serviço chegar aos diferentes territórios do Estado.
Entre 2023 e 2025, mais de 121 milhões de metros cúbicos de esgoto foram coletados e tratados em Mato Grosso do Sul: são 48,5 mil piscinas olímpicas. O dado traduz em escala concreta o significado ambiental da infraestrutura sanitária: quanto maior o volume tratado, maior a parcela de esgoto que deixa de seguir o caminho dos rios sem tratamento.
A gestão dos resíduos aparece no mesmo desenho. Mato Grosso do Sul é líder nacional em reciclagem de embalagens por habitante, com 13,4 quilos por pessoa. Para o ciclo seguinte, porém, a proposta vai além desse indicador: pretende fortalecer soluções regionalizadas para os resíduos sólidos, incorporar novas tecnologias ao saneamento, aumentar a eficiência operacional e aproximar essa política das estratégias de saúde, meio ambiente e desenvolvimento urbano.
Essa integração é importante na visão defendida por Riedel para o próximo mandato. Saneamento não aparece isolado dentro de uma estação de tratamento ou de uma rede subterrânea. Ele se conecta ao desenho das cidades, à capacidade de enfrentar problemas de drenagem, à destinação de resíduos e à preservação da água. “É nessa articulação que uma política de infraestrutura passa a produzir efeitos pretendidos sobre o cotidiano das pessoas”, destaca o governador.
O Plano de Governo propõe, por exemplo, fortalecer a infraestrutura de drenagem urbana e implantar um programa estadual voltado à formalização e operacionalização de cooperativas de catadores, com formação e remuneração dos trabalhadores. A medida reúne duas dimensões que frequentemente aparecem separadas: a organização ambiental das cidades e a inclusão econômica de quem participa diretamente da cadeia de reaproveitamento dos resíduos.
Onde a rede convencional não chega
Universalizar, porém, não significa necessariamente utilizar a mesma solução em todos os lugares. Mato Grosso do Sul reúne realidades territoriais distintas, e Riedel reconhece a necessidade de adaptar a infraestrutura às comunidades isoladas.
No Pantanal, a proposta para 2027–2030 é desenvolver e implantar sistemas descentralizados de abastecimento de água e esgotamento sanitário, tomando como referência o modelo do Ilumina Pantanal. A ideia é construir respostas adequadas a localidades onde as características territoriais exigem soluções diferentes das encontradas nos centros urbanos. O plano também prevê universalizar o próprio Ilumina Pantanal em todas as comunidades ribeirinhas.
A mesma preocupação territorial alcança os povos indígenas. Entre as ações previstas, estão o desenvolvimento de iniciativas integradas para esses territórios com foco em água e a ampliação do abastecimento e do saneamento nas aldeias de Mato Grosso do Sul. “Aqui, a universalização ganha seu sentido mais concreto: não basta que o indicador estadual avance se determinados grupos continuarem fora do alcance da infraestrutura”, pontua o candidato.
É nessa passagem entre o avanço médio e a necessidade de chegar à ponta que se encontra um dos principais desafios da próxima etapa. Os 77% registrados em maio de 2026 indicam que Mato Grosso do Sul se aproximou da meta, mas a própria agenda proposta por Riedel mostra que completar o percurso exige soluções específicas, capacidade de adaptação e presença territorial.
Da torneira às bacias hidrográficas
O Plano de Governo amplia ainda mais esse horizonte ao separar uma agenda específica para recursos hídricos e segurança hídrica. A água deixa de ser observada apenas do ponto de vista do abastecimento doméstico e passa a integrar uma estratégia que reúne população, produção agropecuária, indústria, geração de energia e conservação ambiental.
No balanço dos últimos anos, o Estado fortaleceu a gestão das águas, aumentou investimentos em infraestrutura hídrica e consolidou iniciativas de proteção de bacias, entre elas o Prosolo. Para o próximo ciclo, a segurança hídrica deverá ganhar importância diante das mudanças climáticas e da expansão das atividades econômicas. “A prioridade será assegurar disponibilidade e qualidade da água e aumentar a resiliência dos territórios”, indica o governador.
Riedel propõe revisar o Plano Estadual de Recursos Hídricos e estabelecer uma Agência Estadual de Águas para a gestão das bacias hidrográficas. O programa Prosolo deverá ser ampliado tanto em número de municípios atendidos quanto em área sistematizada sob seus projetos. Também estão previstas ações para proteção e recuperação de bacias, expansão da infraestrutura hídrica para abastecimento e produção, uso racional da água e adaptação às mudanças climáticas.
Esse conjunto ajuda a colocar a universalização do saneamento em uma escala maior. Coletar e tratar esgoto é parte central da política, mas preservar a qualidade e assegurar a disponibilidade dos recursos hídricos significa cuidar também da origem e do futuro da água que abastece cidades, comunidades e atividades econômicas. O desenho apresentado para 2027–2030 procura ligar essas duas pontas.
A meta de 2028, assim, representa mais do que alcançar um indicador. Para a proposta de Riedel, a próxima etapa deverá transformar a expansão já obtida em uma política capaz de chegar aos diferentes territórios, tratar resíduos, ampliar drenagem, incorporar novas tecnologias, proteger bacias e adaptar soluções às características do Pantanal e das aldeias indígenas.
É no cotidiano que esse avanço pretende ser medido. Na água disponível para as famílias, no esgoto coletado e tratado, na cidade preparada para lidar melhor com seus resíduos e sua drenagem, na comunidade isolada alcançada por uma solução própria e na bacia hidrográfica protegida para continuar sustentando a vida e a produção. Se a universalização for alcançada, será ali — muito além dos percentuais — que saneamento, água e dignidade poderão se encontrar.
Foto: Bruno Rezende
Assessoria de Imprensa | Eduardo Riedel

Federação União Progressista
Site: www.eduardoriedel.com.br
Instagram: @eduardoriedel
Flickr: Eduardo Riedel
Grupo do WhatsApp: Clique aqui e entre no grupo para receber as notícias no seu telefone.
Continue sempre bem informado acessando nossos portais:
- Jornal Dia Dia – Sua fonte confiável para as melhores notícias e artigos úteis. Fique por dentro dos acontecimentos mais importantes, dicas práticas e conteúdos de qualidade.
- Jornal Brasil Regional (JBR) – O pulso do país em tempo real. Notícias nacionais, regionais e internacionais com ética e credibilidade.
- Castilho Notícias (News) – O seu diário local com cobertura de Castilho e Região (SP). Jornalismo com credibilidade.
- Casa e Jardim – Dicas exclusivas sobre decoração, jardinagem, arquitetura, DIY, reformas e muito mais. Tendências, soluções práticas e ideias criativas para todos os estilos e orçamentos.
- B10 Brasil – As principais notícias, análises e insights sobre negócios, economia e soberania nacional. Conectando o Brasil ao mundo com inteligência e estratégia.


