Da queda da Selic ao uso de IA: CEO da Valutech traça panorama empresarial para o Brasil
Paulo Eduardo Ballestrin

Da queda da Selic ao uso de IA: CEO da Valutech traça panorama empresarial para o Brasil

15 de maio de 2024 Off Por Marco Murilo Oliveira
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Especialista em Valuation, Paulo Eduardo Ballestrin se tornou referência no apoio às pequenas e médias empresas no país! 

2024 tem se mostrado um ano de alívio para os empreendedores brasileiros. Segundo informações do portal Money Times, a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 7 e 8 de maio deve decidir o novo patamar da taxa Selic no Brasil. 

De acordo com os especialistas, a previsão é de que os juros no país saiam dos atuais 10,75% ao ano (a.a) e atinjam o patamar de 9% a.a, contribuindo para melhores contratos, diminuindo dívidas e os demais custos financeiros das empresas. Isso além de promover maior incentivo a investimentos em renda variável para as pessoas de modo geral. 

No entanto, será que essa redução apenas é determinante para o crescimento das empresas de menor tamanho no país? Quais outras tendências as organizações já estão usando para otimização de custos e terem as suas marcas valorizadas? 

Por conta disso, nossa equipe conversa hoje com Paulo Eduardo Ballestrin, CEO da Valutech. Paulo também é especialista em Valuation, tem forte atuação com pequenas e médias empresas e avalia o apoio de programas governamentais para as organizações deste grupo. Vamos aos destaques: 

1°) Quais as tendências para os empreendedores em 2024 que já se concretizaram e as que ainda precisam de mais atenção?

R: Eu diria que a principal tendência que já se concretizou é a utilização de inteligência artificial em várias tarefas das empresas. Exemplos não faltam: geração de conteúdo, data Science, análise de dados, aperfeiçoamento de códigos e muito mais. 

Agora algo que considero que poderia ser mais explorado é o setor de desenvolvimento , que poderia auxiliar muito a automação de tarefas, criação de sistemas próprios e escalabilidade. Claro que isso depende muito do tipo de negócio e capacidade de investimento.

2°) Para o segundo semestre, quais são as expectativas de sucesso econômico para as pequenas e médias empresas do Brasil?

R: É difícil prever algo assim. Controlar melhor a inflação, uma baixa do dólar e diminuir as taxas de juros poderia gerar um estímulo que teria um impacto positivo nas PMEs.

3°) Como você pensa que pode ser a base de crédito e os programas governamentais para fomentar o empreendedorismo no país? Mudaria alguma coisa? Por quê?

R: Não está no DNA do atual governo fomentar o empreendedorismo, caso quisessem, teriam cortado impostos e não aumentado. A única fórmula verdadeira que pode realmente estimular o empreendedorismo é baixando impostos e desburocratizando tudo o que for possível. 

Todo empreendedor faz a conta se vale a pena tocar um negócio ou não, se ele achar que vai pagar muito imposto e/ou pode não valer a pena por conta da burocracia e etc ou ele vai se tornar um autônomo/empregado ou irá deixar o Brasil.

4°) Para você, as baixas na SELIC são um ponto positivo ou negativo para o empreendedor? Por quê?

R: Baixar a Selic pode ter um impacto positivo quanto a conseguir crédito para investir na empresa. Na prática, a interferência estatal mais atrapalha do que ajuda o empreendedor. O mercado é muito mais eficiente como termômetro de uma taxa de juros ideal no momento. 

Quando a taxa Selic está artificialmente baixa, gera escassez, quando está alta, o contrário acontece. Não que os empreendedores não possam se beneficiar por meio de financiamentos com uma taxa de juros baixa.

5°) Para você, em um cenário de empresas ainda informais e educação do mercado empreendedor, quais são os conselhos para fazer uma empresa crescer com saúde e de maneira sólida?

R: Escutar realmente as necessidades dos clientes, investir nas pessoas certas e o principal: controlar o fluxo de caixa.

Alan Santana


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