Levantamento atualizado mostra que avanço dos preços se intensificou na segunda semana do mês, com variações que praticamente dobraram em relação ao início de março
Foto: Shutterstock
O preço médio dos combustíveis vendidos pelas distribuidoras aos postos de combustíveis voltou a subir de forma relevante na segunda semana de março de 2026, com destaque para o diesel, que ampliou de maneira significativa as altas já registradas no início do mês.
Dados atualizados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), com base em aproximadamente 192 mil notas fiscais eletrônicas em todo o país, indicam que o movimento deixou de ser pontual e passou a ganhar tração ao longo do período.
Na primeira semana de março (1º a 8), o diesel já liderava os reajustes, com alta média nacional de 8,70% no S10 comum e 8,91% no aditivado.
No entanto, até o dia 16, esses percentuais praticamente dobraram, alcançando 19,71% no diesel S10 comum e 17,61% no aditivado, o que evidencia uma clara aceleração do movimento de alta e não apenas sua continuidade.
Em algumas regiões, como Centro-Oeste e Nordeste, as variações já ultrapassam a casa dos 20%, reforçando o caráter disseminado do aumento.
Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior do IBPT, esse comportamento já começa a gerar efeitos concretos na economia.
“O aumento persistente dos combustíveis no mês de março, apesar da isenção de Pis e Cofins sobre o Diesel, já ocasiona transtornos tanto para o consumidor pessoa física quanto para as empresas, principalmente transportadoras, agronegócio e indústrias”, afirma.
Mesmo com a adoção de medidas por parte do governo, como a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e ações de monitoramento do setor, os preços seguiram em trajetória de alta.
O levantamento mostra que o reajuste promovido pela Petrobras, de R$ 0,38 por litro no diesel A, teve impacto mais relevante do que a desoneração tributária, refletindo em aumentos já no primeiro dia útil após a implementação das medidas.
Na avaliação de Amaral, “as medidas governamentais de redução tributária, aumento da fiscalização e reuniões com o segmento não têm surtido efeito”, o que reforça a percepção de que o problema tem origem mais estrutural.
A gasolina também acompanhou esse movimento, ainda que em menor intensidade.
O combustível, que havia registrado alta de 2,06% na primeira semana, passou para 5,24% até o dia 16 no caso da gasolina comum, enquanto a aditivada avançou de 1,71% para 2,88% no mesmo intervalo.
O comportamento indica um efeito de contágio, mas ainda concentrado principalmente no diesel, que segue como principal vetor de pressão sobre os custos.
Por outro lado, o etanol manteve uma trajetória mais estável, com leve queda de -0,66% na primeira semana e -0,67% no acumulado até o dia 16, o que evidencia um descolamento em relação aos combustíveis fósseis neste momento.
No consolidado geral, a variação média dos combustíveis já se aproxima de 10% no mês, o que amplia a pressão sobre cadeias produtivas intensivas em logística.
O impacto é direto sobre o transporte rodoviário de cargas e passageiros, além de setores como agronegócio e indústria, que dependem do diesel como insumo operacional.
“O resultado certamente estará refletido na inflação deste mês”, projeta Amaral.
O cenário internacional segue como principal fator de influência. A guerra no Oriente Médio continua pressionando os preços do petróleo e gerando instabilidade nos mercados globais, com reflexos diretos no Brasil.
Esse ambiente tem levado distribuidoras e postos a adotarem uma postura mais cautelosa na recomposição de estoques, antecipando possíveis novas altas.
“Há um temor de que a guerra demorará mais que o anunciado, com elevação dos preços no mercado internacional e, consequentemente, no Brasil”, afirma Amaral.
O levantamento faz parte de um monitoramento contínuo realizado pelo IBPT, que acompanha semanalmente o comportamento dos preços nas distribuidoras com base em dados reais de mercado.
A evolução observada ao longo de março indica que a pressão sobre os combustíveis ainda não atingiu seu pico e pode se estender nas próximas semanas, consolidando um cenário de impacto relevante para empresas e consumidores.
Sobre o IBPT
Fundado em 1992, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) dedica-se ao estudo do complexo sistema tributário brasileiro, sendo reconhecido pela adoção de linguagem clara e precisa para comunicar à sociedade a realidade tributária do país.
O instituto também contribuiu de forma pioneira para a disseminação do conceito de transparência fiscal e para a conscientização tributária.
Pioneiro na criação de estratégias de mercado para empresas e entidades setoriais a partir da análise de dados fiscais públicos e abertos, o IBPT sua spin-off Empresômetro mantém investimentos contínuos em tecnologia e na capacitação de sua equipe, possuindo o maior banco de dados privado com informações tributárias e empresariais do país.
Mais informações para Imprensa:
NA Comunicação e Marketing
Maik Uchôa
E-mail: maik.uchoa@nacomunicacao.com.br
Fone: (11) 91766-4078
Romulo Pontes
E-mail: romulo.pontes@nacomunicacao.com.br
Fone: (11) 91998-8966
Continue sempre bem informado acessando nossos portais:
- Jornal Dia Dia – Sua fonte confiável para as melhores notícias e artigos úteis. Fique por dentro dos acontecimentos mais importantes, dicas práticas e conteúdos de qualidade.
- Jornal Brasil Regional (JBR) – O pulso do país em tempo real. Notícias nacionais, regionais e internacionais com ética e credibilidade.
- Castilho Notícias (News) – O seu diário local com cobertura de Castilho e Região (SP). Jornalismo com credibilidade.
- Casa e Jardim – Dicas exclusivas sobre decoração, jardinagem, arquitetura, DIY, reformas e muito mais. Tendências, soluções práticas e ideias criativas para todos os estilos e orçamentos.
- B10 Brasil – As principais notícias, análises e insights sobre negócios, economia e soberania nacional. Conectando o Brasil ao mundo com inteligência e estratégia.


