Disrupção e cibersegurança: quais são as principais lições herdadas?

8 de fevereiro de 2022 Off Por Ray Santos
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No intuito de preservar a integridade dos processos e manter um nível satisfatório de produtividade, muitas empresas tiveram que entrar à era digital de modo forçado e pouco abrangente

Por Caio Delgado *

Não há como negar que os últimos dois anos foram extremamente desafiadores para empresas dos mais diversos portes e segmentos. Olhando para o futuro, é possível visualizar um 2022 promissor, em que o fator tecnológico continuará avançando em prol de resultados transformadores para organizações brasileiras. Entretanto, para que novas soluções sejam adotadas com a excelência que se espera de movimentações do gênero, é preciso reconhecer pontos importantes de atenção, bem como aprendizados naturais a momentos atípicos, como os provocados pela pandemia de Covid-19.

Se por um lado, a tecnologia surgiu como um forte elemento de contenção nesse cenário, preservando atividades realizadas à distância e sustentando operações automatizadas, o gestor, junto de seus colaboradores, deve se apoiar em uma linha de raciocínio compatível com a devida complexidade do tema: a inovação pode e deve transcender o aspecto processual, abrindo horizontes enriquecedores em termos estratégicos, que influenciem na própria cultura organizacional da empresa. 

Com isso posto, ter uma postura disruptiva, que atribua adaptabilidade ao cotidiano operacional, é um diferencial competitivo indispensável, também afetando a sobrevivência do negócio em tempos de crise generalizada. Outro espectro igualmente relevante repousa sobre a cibersegurança, na medida em que garantir a segurança dos dados se tornou um assunto de caráter prioritário, por inúmeras razões. 

Resiliência é consequência de maturidade digital 

Em ocasiões adversas, que fogem completamente do controle do meio corporativo, algumas condições são determinantes para entendermos a dimensão do impacto sentido por companhias. Utilizando como exemplo sistemas organizacionais estáticos, em que as etapas operacionais são apoiadas em modelos manuais, aumentam-se as chances de procedimentos morosos comprometerem a eficiência dos processos e, por decorrência, prejudicar a atuação dos profissionais. Nesse sentido, como esperar que um ambiente de resiliência seja criado? 

Com o apoio tecnológico, personificado pela automatização de operações rotineiras, os líderes encontram um espaço propício à readequação dos colaboradores, estimulando atuações mais subjetivas e de cunho estratégico proveitoso para o core business do negócio. Trata-se de uma mentalidade condizente com o presente e também o futuro, fazendo jus à função conciliadora do componente digital, que se mostra capaz de incentivar o protagonismo humano, concedendo-lhe tranquilidade para seguir princípios necessários de resiliência e agilidade, a fim de responder ao dinamismo de situações problemáticas. 

Os dados como a espinha dorsal das empresas

O respaldo técnico relacionado à tecnologia deve se estender à figura dos dados. Sem dúvidas, não existe transformação digital se a segurança do fluxo de informações não for colocada em pauta pelo gestor. Afinal, não é simplesmente factível obter os benefícios por trás da automatização em casos onde a estrutura de TI é permissiva quanto a falhas humanas, gargalos operacionais e ataques cibernéticos. Portanto, o investimento em cibersegurança precisa estar na lista de prioridade de organizações que lidam, mesmo que minimamente, com a movimentação informacional. 

Objetos analíticos fundamentais para a tomada de decisão, concedendo muito mais assertividade ao processo, os dados superaram aquele estigma de materiais secundários, que não carecem de atenção especializada. Hoje, são preponderantes para empresas que buscam aproveitar o que há de melhor em termos digitais. Sob a ótica legal, a importância é a mesma ou até maior, dada a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), outro acontecimento que trouxe efeitos numerosos para o quadro empresarial do país.

Para concluir o artigo, deixo a questão que intitula o texto em aberto, convidando a todos para uma reflexão bem-vinda: é fato que as lições herdadas dos últimos anos passam diretamente por mais disrupção e cibersegurança, o segredo, agora, se encontra nos métodos adotados para se alcançar um estágio corporativo que inclua todos os esses quesitos. Quanto antes se dar o primeiro passo, melhores serão as chances de se entrar em um 2022 verdadeiramente promissor.

*Caio Delgado é Sócio e Head de Desenvolvimento da Nextcode. Graduado em Desenvolvimento de Sistemas, o executivo atua na estruturação e evolução de produtos, bem como no relacionamento técnico com os clientes.

Sobre a Nextcode

As empresas que realizam o processo de onboarding de novos cadastros por meios digitais, necessitam de tecnologias mais seguras e eficientes, ou seja, o meio de cadastramento, envio de documentos e primeira relação de empresa-cliente, que agora é feito online, precisa de uma garantia de relações confiáveis entre duas partes, cliente e empresa. Nesse sentido, a Nextcode é responsável pela validação cadastral, por meio de análise das informações de imagens, documentos de identificação, comparação entre foto do documento e selfie (Facematch) e KYC, com BackgroundCheck e Documentoscopia, tornando o processo de onboarding de novos clientes mais ágil e seguro. Saiba mais em: https://www.nxcd.com.br/ 

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