Dobra número de mulheres vítimas de violência doméstica que buscam ajuda no projeto Justiceiras em março

Dobra número de mulheres vítimas de violência doméstica que buscam ajuda no projeto Justiceiras em março

12 de abril de 2021 Off Por Danielsuzumura
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• Parcerias com empresas como 99 e Magazine Luiza possibilitaram ampliar o volume de atendimentos em 2021;

• A cada dia, duas mulheres procuram as Justiceiras por meio do formulário disponibilizado no aplicativo da 99;

• Projeto completa um ano com 4,5 mil mulheres atendidas em todo o Brasil

• Maioria dos casos está no Sudeste, mas pode haver subnotificação em outras regiões brasileiras.

São Paulo, 12 de abril do ano 2021 – Idealizado pela promotora de Justiça Maria Gabriela Manssur, o projeto Justiceiras completa um ano nesta quarta-feira (31) e registra mais de 4,5 mil atendimentos em todo o país. E chamou a atenção das equipes de atendimento e acolhimento de mulheres vítimas de violências domésticas que o número de pedidos de ajuda dobrou no mês de março em relação a 2020. Foram 658 denúncias em 2021, contrastando com uma média mensal de 340 pedidos nos 11 meses anteriores. Antes, uma média de 17 vítimas por dia preenchiam o formulário para solicitar apoio das Justiceiras contra 31 neste mês.

Para a advogada Luciana Terra, liderança jurídica do projeto, o resultado reflete as parcerias com empresas, como Magalu (Magazine Luiza) e 99, empresa de tecnologia e mobilidade urbana, para dar mais visibilidade e apoio à iniciativa. “Estas parcerias facilitam o acesso das mulheres aos nossos canais de apoio e mostram que elas não estão sozinhas para denunciar e procurar ajuda. Há uma rede que não aceita a violência e está disposta a combater”.

Desde março, ao abrir o aplicativo da 99 e clicar na Central de Segurança, a usuária tem acesso a um formulário que direciona para a equipe das Justiceiras. A partir de uma análise multidisciplinar, inicia-se o contato e o acolhimento. Em um mês, 10% das mulheres que chegaram às Justiceiras o fizeram via aplicativo da 99. Ou seja, nos últimos 30 dias, a cada 24 horas cerca de duas mulheres procuraram ajuda usando o formulário das Justiceiras disponibilizado no aplicativo da empresa.

“Independente de onde tenha ocorrido a violência, seja em casa, no trabalho ou em uma corrida por aplicativo, a mulher pode e deve solicitar apoio usando nosso aplicativo e nós entendemos que é nosso papel apoiar ações como as Justiceiras para acolher estas vítimas e dar um basta neste ciclo de dor e agressão”, explica Livia Pozzi, diretora de Operações e Produtos da 99.

Atualmente a maioria das vítimas que procura as Justiceiras, 52%, é do Estado de São Paulo. O Rio de Janeiro responde por 12% do total. As idealizadoras do projeto acreditam, entretanto, que há subnotificação em outras regiões do país, como Nordeste ,9% e Sul com 6% dos casos e Centro-Oeste com 5,4%. O estado de Goiás com 80 atendimentos e o Distrito Federal com 78, são os líderes no ranking. Para as idealizadoras do projeto, nestas regiões muitas mulheres não procuram apoio por desconhecimento dos serviços de acolhimento, além de outros motivos que geralmente afetam todas as vítimas como medo e falta de condições financeiras.

A violência doméstica sempre foi um problema no Brasil, mas os casos aumentaram por conta da pandemia de Covid-19, que fez muitas mulheres passarem a conviver mais tempo próximo dos seus agressores devido ao isolamento social. Para quase metade das assistidas pelo projeto Justiceiras, esta foi a primeira vez que buscaram ajuda de alguém fora do círculo familiar. “Percebemos que 45% desabafam com familiares e amigos, mas não conseguiram tomar a iniciativa de registrar oficialmente a violência,” explica a promotora Gabriela Manssur, idealizadora do projeto.

Manssur também comenta que sua ideia, de um projeto social multidisciplinar online para acolher e orientar mulheres em situação de violência, veio devido à dificuldade que a vítima possui de ir presencialmente aos órgãos públicos e expor sua vida pessoal, sobretudo diante do cenário da pandemia.

Um dos obstáculos para sair da condição de vítima e dar a volta por cima pode estar relacionado ao controle financeiro ou psicológico que os agressores possuem. A maioria que recorreu às Justiceiras (75%) ou está desempregada, vive do mercado informal ou não possui renda no momento. Para piorar, 35% moram com seus algozes, que são o atual companheiro (51% dos casos) ou ex-marido e namorado (48% dos casos).

Nesse cenário, sem privacidade, 32% são vigiadas no celular e outras 8% sofrem com a violência de outras pessoas da família. “Esse quadro, muitas vezes reflexo de uma conjuntura estrutural, desestimula a denúncia. Basta olhar com atenção para o que aconteceu no atual BBB (Big Brother Brasil, reality show exibido pela TV Globo), em que Carla Dias foi extremamente criticada e culpabilizada por não tomar uma atitude contra seu ‘namorado’ Arthur”, diz a advogada Luciana Terra.

Parcerias para ampliar o acesso

Desde o ano passado, quando começaram a crescer os números de agressões a mulheres por conta do isolamento social provocado pela Covid-19, a 99 estimula a denúncia e o combate à violência sofrida, seja em casa, no trabalho, no deslocamento, etc. Em 2020, por exemplo, a 99 financiou 20 mil corridas com destino as 180 delegacias de mulheres, no Brasil. Só no Estado de São Paulo, 6 mil pessoas utilizaram o benefício em seis meses. Agora, em abril, novamente as viagens até delegacias de mulheres terão subsídios no valor de R﹩20.

“Temos um forte compromisso com a segurança e com nossa sociedade, e investimos continuamente para aprimorar nossa plataforma. No ano passado, com a pandemia, entendemos que era nosso papel facilitar o deslocamento das vítimas de violência até uma delegacia e, avaliando os números e em conversas com as integrantes do ‘Mais Mulheres na Direção’, tomamos a iniciativa de conectar mais uma ponta deste processo, que é a de auxiliar as vítimas com apoio especializado, para que possam superar o ciclo de violência”, explica Livia Pozzi, diretora de operações e produtos da 99 e líder do “Mais Mulheres na Direção”, movimento que tem ações destinadas ao público feminino da plataforma, motoristas parceiras e, também, às colaboradoras da companhia, para encorajá-las a chegarem onde quiserem, a assumir a direção dos seus sonhos, das suas finanças e de suas vidas da melhor forma.

Sobre Projeto justiceiras

Idealizado pela promotora de Justiça de São Paulo, Gabriela Manssur, fundadora do Instituto Justiça de Saia, em parceria com a advogada Anne Wilians, fundadora do Instituto Nelson Wilians e João Santos, fundador do Bem Querer Mulher, a plataforma conta com 5 mil voluntárias nas áreas do Direito, Psicologia, Assistência Social, Médica e uma rede de apoio com o objetivo de acolher mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Sobre a 99

A 99 é uma empresa de tecnologia que oferece conveniência e soluções para as necessidades dos brasileiros. O aplicativo faz parte da companhia global Didi Chuxing (“DiDi”), e no Brasil conecta mais de 20 milhões de consumidores diariamente a serviços de transporte, pagamentos e entregas. No setor de transporte por aplicativo, a 99 conecta mais de 750 mil motoristas parceiros com passageiros em mais de 1.600 cidades. A carteira digital 99 Pay traz economia e segurança com vantagens e incentivos. Já na 99Food, milhões de consumidores brasileiros recebem em todos os momentos e para todos os bolsos, entregas intermediadas de restaurantes e entregadores parceiros.

Máquina CW


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