
Simpósio nos EUA reúne iniciativas de habitats espaciais de última geração voltados à órbita terrestre baixa e à Lua
Flavia Correia16/04/2026 13:48

Ilustração dos habitats expansíveis da Max Space na superfície da Lua – Crédito: Max Space
Entre os dias 13 e 16 de abril, a cidade de Colorado Springs, no Colorado, EUA, sediou o 41º Simpósio Espacial anual da Space Foundation, evento que reuniu empresas e especialistas para apresentar soluções e projetos de habitação espacial para a órbita baixa da Terra, a Lua e além.
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A empresa Max Space, da Flórida, apresentou uma versão em escala reduzida de seu habitat espacial expansível, permitindo visualizar como futuras missões podem ganhar mais volume habitável com menor massa de lançamento e menor complexidade logística.
Em resumo:
- Evento nos EUA reuniu especialistas em habitação espacial esta semana;
- Empresa Max Space apresentou habitat expansível em escala reduzida;
- Estruturas prometem mais espaço com menos massa lançada;
- Parceria com Voyager foca infraestrutura lunar e espacial;
- Tecnologias visam futuras missões na Lua e Marte.
Segundo o cofundador e CEO Saleem Miyan, trata-se de uma demonstração física de uma nova arquitetura para infraestrutura espacial, voltada a estações comerciais em órbita baixa, sistemas na superfície lunar e missões no espaço profundo.

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Presença humana permanente na Lua exige estruturas habitáveis adequadas
Na apresentação, de acordo com o site Space.com, Miyan afirmou que, diante da possibilidade de presença humana permanente na Lua e no espaço, será necessário desenvolver estruturas habitáveis escaláveis, projetadas para a forma como as pessoas viverão e trabalharão fora da Terra.
A empresa também destaca sua experiência em ciência de materiais ao adotar o conceito de Prontidão Prática dos Materiais (PRM), complementando os tradicionais níveis de prontidão tecnológica (TRLs).
Segundo Miyan, esse conhecimento acumulado ao longo de mais de três décadas indica que os materiais já estariam prontos para missões espaciais de longa duração e habitação lunar.

Em fevereiro, a Voyager Technologies e a Max Space anunciaram uma parceria estratégica voltada ao desenvolvimento de infraestrutura espacial.
A Voyager afirma que operações sustentadas na Lua exigem soluções industriais robustas, com resistência e escalabilidade.
A empresa também destaca que a Lua passa a ser vista como um novo domínio operacional dentro da economia espacial.
A Max Space também desenvolve estruturas expansíveis que podem ser lançadas de forma compacta e se expandir até 20 vezes em órbita.
Essa abordagem permite que habitats maiores sejam enviados em um único foguete Falcon 9, da SpaceX.
O plano de desenvolvimento inclui testes em solo e demonstrações no espaço ainda nesta década, com foco em futuras missões na Lua e em Marte alinhadas aos cronogramas da NASA.

Flavia Correia
Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

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