Fórum da Juventude pela Educação reúne propostas, desafios e oportunidades de atuação

31 de janeiro de 2022 Off Por Ray Santos
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Chamando a atenção para a necessidade de uma maior integração entre políticas públicas educacionais e a inserção dos jovens no mundo do trabalho em um país que atualmente conta com mais de 54 milhões de estudantes, o Fórum da Juventude pela Educação apresentou nesta quinta-feira (27/1), em uma coletiva de imprensa, propostas e oportunidades de atuação, em uma síntese desenvolvida a partir de reuniões e encontros nos últimos meses.

Estiveram presentes, representando o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), o presidente do Conselho de Administração, José Augusto Minarelli; o CEO, Humberto Casagrande e o superintendente Institucional, Ricardo Melantonio. O professor Daniel dos Santos, do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social da Universidade de São Paulo (Lepes-USP) e o professor Wander Soares, da Academia Paulista de Educação também participaram.

De acordo com os integrantes do Fórum, a maioria dos estudantes ingressa no mundo do trabalho ao concluírem o ensino médio. Assim, o primeiro emprego se torna uma atividade traumática, com alto grau de precariedade, com o jovem atuando sem experiência ou habilidades técnicas.

“O cotejo dos números mostra a quantidade de alunos em evasão escolar, jovens desempregados, que não terminam o ensino médio. Nessa direção, entendemos que no Brasil não há estudo se não houver trabalho. Para que haja conclusão e melhoria dos estudos, é preciso haver trabalho. O jovem tem que trabalhar para estudar”, explicou Humberto Casagrande. 

O grupo constatou que o novo ensino médio pode auxiliar a gerar mais oportunidades, e o tempo integral precisa ser integrado com o estágio ou aprendizagem para o desenvolvimento de habilidades técnicas e emocionais.

“O conjunto das propostas trabalha para fortalecer as oportunidades tanto preservando os direitos que já foram garantidos, quanto de aprofundar a conexão com um projeto pedagógico mais amplo visando desenvolvimento. É preciso desburocratizar, disseminar e fortalecer novas práticas a partir de uma mudança de perspectiva, para que o jovem ingresse de maneira positiva no mundo do trabalho, já que a desarticulação limita ações entre sociedade civil e o governo”, acrescentou o professor Daniel.

Neste sentido, experiências práticas devem ser fortalecidas. Em um mundo profissional cada vez mais sob influência das novas tecnologias, a geração de oportunidades de estágio e aprendizagem deve ser estimulada e facilitada, assim como o aperfeiçoamento de políticas públicas. Para isso, também é interessante que se tenha conhecimento sobre os segmentos da economia com maior tendência de crescimento regionalmente.

“O jovem é mal informado e não conhece as possibilidades que ele tem, deixando passar oportunidades por não conhecer as suas potencialidades e os seus direitos. A educação não pode ser desconectada do mundo do trabalho. A mudança de patamar em termo de desenvolvimento passa, necessariamente, por uma integração”, defendeu o professor Wander Soares.

CIEE 57 anos – Transformando vidas, construindo futuros

Desde sua fundação, há 57 anos, o CIEE se dedica à capacitação profissional de estudantes por meio de programas de estágio. Em 2003, abriu uma nova frente socioassistencial com a aprendizagem. Em paralelo, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.

Confira um resumo da apresentação

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2-Promove o acesso e a integração ao mundo do trabalho a adolescentes e jovens por meio da oferta de programas de estágio e aprendizagem.

3-É uma entidade qualificada para ministrar os encontros de capacitação socioprofissional a aprendizes.

4-É mantida por contribuições de empresas e órgãos públicos parceiros nos programas ofertados. Nada é cobrado dos jovens e adolescentes beneficiados.

5-É dirigido com um conselho composto por educadores, profissionais liberais e empresários, todos voluntários.

Gerência da Comunicação CIEE


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