
Análise de Mídia – 01/12/2025 
– Metrópoles destaca que o Palácio do Planalto avalia judicializar a derrubada, pelo Congresso Nacional, dos vetos do presidente Lula ao projeto que flexibiliza as regras para o licenciamento ambiental.
Segundo auxiliares presidenciais, a judicialização deve ser decidida após uma reunião da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com integrantes do Planalto nesta semana.
A avaliação entre auxiliares de Lula é de que o governo precisa dar alguma resposta sobre a derrubada dos vetos ao PL do Licenciamento, especialmente após o Brasil sediar a COP30.
Auxiliares de Lula atribuem a derrubada dos vetos presidenciais ao PL do Licenciamento a uma forte pressão da bancada ruralista, uma das mais poderosas do Congresso.
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– Globo Rural informa que a possível abertura de mercado do Japão para a carne bovina brasileira ficará para 2026. Apesar de esperada com expectativa pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ainda para este ano, há etapas a concluir no processo de avaliação técnica que vão demandar tempo, segundo duas fontes qualificadas a par do assunto.
A principal etapa a ser vencida é a auditoria in loco para avaliação de risco do sistema sanitário brasileiro. O Brasil havia pedido para que a visita ocorresse em outubro ou novembro, mas não foi atendido.
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– O Globo divulga que a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), sete organizações regionais, junto com PSOL e Rede, protocolaram uma manifestação no Supremo Tribunal Federal (STF) em que requer a retirada do julgamento do marco temporal para demarcação de terras indígenas, marcado para acontecer entre os dias 5 e 15 de dezembro no plenário virtual, e o agendamento em plenário presencial.
Ricardo Terena, coordenador jurídico da Apib, afirma que o julgamento em ambiente virtual, sem a presença física das lideranças e da advocacia indígena, resultaria no afastamento enquanto sujeitos deste debate constitucional, restringindo o direito ao acesso à Justiça.
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– Agro Estadão fala que os produtores brasileiros de soja devem alcançar uma safra de 178,1 milhões de toneladas na temporada 2025/26, de acordo com a primeira estimativa divulgada pela consultoria Agroconsult.
Se a projeção se confirmar, o volume será superior ao colhido no último ciclo — 177,6 milhões de toneladas, conforme levantamento da Conab.
A consultoria estima ainda que cerca de 85% da safra já foi plantada, e parte da produção poderá ser exportada já em janeiro.
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– Globo Rural divulga que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou a avaliação de risco de exposição a agrotóxicos para trabalhadores do meio rural, operadores de máquinas e equipamentos agrícolas que têm contato com os produtos, moradores de zonas próximas aos locais de aplicação dos defensivos químicos e pessoas que passam pelas áreas de uso dos pesticidas.
A regulamentação é inédita e segue determinação da Nova Lei de Agrotóxicos (14.785/2023).
Até então, as normas vigentes no país tratavam principalmente do risco de exposição dos agrotóxicos aos consumidores, ou seja, da possibilidade de presença de resíduos dos produtos em alimentos.
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– Folha de S. Paulo informa que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), criticou neste domingo (30) o que chamou de interferência indevida do governo federal no processo de votação de Jorge Messias como potencial próximo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
Ele defendeu o prazo imposto para a sabatina do indicado de Lula (PT), marcada para o dia 10 de dezembro. Alcolumbre disse que feita a escolha pelo presidente da República e publicada no “Diário Oficial” da União, causa perplexidade ao Senado que a mensagem escrita ainda não tenha sido enviada.
Segundo ele, o governo Lula parece buscar interferir indevidamente no cronograma estabelecido pela Casa, prerrogativa exclusiva do Senado Federal.
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– O Globo fala que após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ter publicado nota oficial em que acusava “setores do Executivo” de tentar associar as dificuldades de apoio parlamentar no Congresso a uma suposta negociação de cargos no Executivo com Alcolumbre, a ministra Gleisi Hoffmann (das Relações Institucionais) negou que haja tratativas sobre cargos.
A estratégia do Planalto, segundo aliados da ministra, segue a de buscar acenos aos presidentes das duas Casas legislativas para distensionar a crise.
Em uma dura nota, Alcolumbre havia apontado interferência indevida no processo envolvendo a análise da indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou considerar as insinuações ofensivas “não apenas ao Presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo”.
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– Valor Econômico divulga que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exaltou, em pronunciamento neste domingo (30), a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil.
Segundo o petista, a medida deve injetar R$ 28 bilhões na economia em 2026. A proposta é uma das principais apostas de sua gestão para aumentar a popularidade do governo e consolidar o caminho para a reeleição em 2026.
De acordo com ele, o dinheiro extra é “um estímulo extraordinário” para o comércio, a indústria, o setor deserviços e o empreendedorismo e irá “gerar mais empregos, mais oportunidade e mais renda”.
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Análise de Mídia – 02/12/2025 
– Globo Rural divulga que o ciclo de aumento do número de pedidos de recuperação judicial entre as empresas do setor agropecuário — reflexo do alto endividamento e da diminuição da rentabilidade no campo nos últimos anos — deve persistir em 2026.
Segundo economistas e especialistas em reestruturação, o quadro só deverá melhorar a partir de meados de 2027, como resposta à valorização das commodities agrícolas e à queda dos juros, que reduz o custo do crédito.
Por ora, o cenário continua turbulento. No terceiro trimestre, havia 443 empresas do agro em recuperação judicial, o que representou um aumento de 67,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
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– Globo Rural informa que as usinas da região Centro-Sul processaram 18,76 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na primeira quinzena de novembro, o que representa um aumento de 14,34% na comparação com o mesmo período de 2024/25.
No acumulado da safra atual até 16 de novembro, a moagem atingiu 576,25 milhões de toneladas, com recuo de 1,26%. As informações são da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).
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– Valor Econômico divulga que marcado por obstáculos na mensuração da qualidade dos ativos e uma compressão nos volumes de negociação nos últimos anos, o mercado de carbono foi um dos mais cobiçados pelo setor privado durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).
Algumas instituições financeiras procuraram se posicionar como lideranças no setor desde já, a despeito das questões regulatórias e de integridade ainda pendentes.
O mercado de carbono voluntário atingiu em 2024 o menor volume de negociação desde 2018, de acordo com dados da plataforma Carbon Credits.
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– Agro Estadão fala que o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt, e o secretário Nacional de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura (Mapa), Guilherme Campos, viajam, nesta quarta-feira, 3, ao Rio Grande do Sul para tentar destravar a adesão de produtores rurais à linha subsidiada de renegociação de dívidas criada pela Medida Provisória 1.314/25.
O banco recebeu R$ 4,3 bilhões dos R$ 12 bilhões em recursos controlados previstos pela MP, mas, até a última sexta-feira, 29, registrava cerca de R$ 1,8 bilhão em operações — R$ 1,2 bi em propostas aprovadas e R$ 522 milhões em análise.
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– O Globo informa que a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou novas avaliações que classificam dois herbicidas amplamente usados no Brasil — a atrazina e o alachlor — como substâncias cancerígenas para humanos.
A decisão se baseia em evidências em animais, mecanismos biológicos e estudos que sugerem associação com tumores em humanos.
Entre os dez agrotóxicos mais usados no país, sete são proibidos na União Europeia — entre eles, atrazina e alachlor.
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– Vaivém das Commodities, da Folha de S.Paulo, fala que, até outubro, as importações brasileiras do agronegócio no país asiático subiram para US$ 6,1 bilhões, 24% a mais do que em igual período de 2024.
O Brasil vem mudando o perfil de seus fornecedores, segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), e um desses sinais é o da compra de fertilizantes.
Pela primeira vez, a China ultrapassa a Rússia no fornecimento desse insumo para o Brasil, em volume.
Os brasileiros importaram 9,77 milhões de toneladas de adubos dos chineses de janeiro a outubro, volume pouco superior aos 9,72 milhões dos russos.
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– O Globo fala que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta segunda-feira com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.
Os dois almoçaram no Palácio da Alvorada, em um compromisso que não consta da agenda do chefe do Executivo.
Weverton deve apresentar seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira.
O Planalto tenta contornar a resistência de senadores, inclusive do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ao nome de Messias.
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– Coluna do Estadão divulga que mesmo com Jair Bolsonaro preso, o nome da direita ao Palácio do Planalto ainda precisa do aval do ex-presidente para se fortalecer com vistas a 2026.
É o que indica uma pesquisa Real Time Big Data que analisou, nos dias seguintes à prisão, quais são as linhas ideológicas predominantes do eleitorado em 8 Estados.
O resultado dos primeiros levantamentos estaduais do instituto é que candidatos lulistas e bolsonaristas largam com vantagem na disputa, refletindo a polarização política no país.
Integrantes do Centrão sonham em lançar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência no ano que vem sem precisar pedir benção ao ex-presidente, mas o levantamento, feito em meio à repercussão da prisão, aponta que Bolsonaro mantém capital político.
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– Valor Econômico informa que apesar de críticas à esquerda e à direita de que o rompimento com os líderes de PT e PL fragiliza institucionalmente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aliados do paraibano veem seu gesto como parte de uma estratégia para reforçar a imagem de centro e de independência.
Para deputados da direita e da esquerda, Motta tem função institucional e não pode anunciar rompimentos com líderes partidários, como fez em relação a Lindbergh Farias (PT-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
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