
Análise de Mídia – 16/09/2025

– Valor Econômico destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (15/9) a lei 15.026/2025, que dá mais cinco anos para que proprietários rurais peçam a ratificação dos registros de imóveis em faixas de fronteira.
Anteriormente, o prazo venceria em outubro deste ano. Agora, a regularização dessas propriedades poderá ser feita até outubro de 2030.
O projeto que deu origem à lei foi defendido no Congresso Nacional pela bancada ruralista e por entidades do setor produtivo.
A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), avaliou que nos últimos 10 anos o processo de regularização de imóveis nas áreas de fronteiras enfrentou dificuldades pela ausência de regras claras.
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– Isto É informa que deputados e senadores estariam usando medida provisória, que deve ser votada em breve, para tentar reverter trechos barrados em lei que afrouxa regras para licenciamento ambiental.
O embate entre Congresso e governo na questão ambiental recebeu novos contornos: a proposta de 834 emendas parlamentares em uma medida provisória (MP) que buscam reinserir pontos vetados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lei Geral do Licenciamento Ambiental (2.159/2021), que ambientalistas apelidaram de “PL da Devastação”.
O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) protocolou 28 propostas de emendas, enquanto Marussa Boldrin (MDB-GO) sugeriu 27.
O deputado federal Pedro Lupion (PP-PA), por sua vez, que é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, sugeriu 19.
Na justificativa das emendas, Lupion escreve que elas têm “como objetivo restabelecer dispositivos suprimidos por meio dos vetos presidenciais ao Projeto de Lei que resultou na Lei nº 15.190, de 8 de agosto de 2025”.
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– G1 divulga que as exportações de café especial e solúvel do Brasil para os Estados Unidos despencaram em agosto em relação a julho, segundo entidades do setor.
A queda aconteceu após a entrada em vigor do tarifaço de Donald Trump sobre os produtos brasileiros. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Brasil enviou 21.679 sacas de café especial aos Estados Unidos em agosto.
O volume representa uma queda de 69,6% na comparação com julho deste ano. Em relação a agosto de 2024, as vendas caíram 79,5%.
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– Globo Rural informa que o principal sindicato de agricultores franceses, FNSEA, convocou para 26 de setembro um dia nacional de protesto contra o pacto comercial entre União Europeia e Mercosul, as tarifas estabelecidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e “as importações de produtos que não respeitam as regulamentações francesas”.
Segundo as agências Reuters, o secretário-geral do sindicato, Arnaud Rousseau, mais uma vez foi hostil ao acordo e alegou que a entrada na França de produtos latino-americanos, que são mais baratos e têm padrões de produção diferentes, pode prejudicar a produção nacional.
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– Agro Estadão divulga que o Brasil receberá duas importantes comitivas: uma do México e outra da China. Os pontos principais das visitas serão a reabertura do mercado chinês ao frango brasileiro e a renovação e habilitação de novas plantas frigoríficas de carne bovina para exportar ao México.
Os primeiros a desembarcarem no País serão os mexicanos. O grupo chega ao Brasil nesta segunda-feira, 15, ficando por aqui até o dia 26 de setembro.
Além da auditoria em 35 plantas frigoríficas, os inspetores do Serviço Nacional de Saúde, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar (Senasica) vão avaliar mais 14 plantas para novas habilitações.
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– Poder 360 divulga que entrou em vigor nesta 2ª feira (15.set.2025) a regra que determina que todos os pedidos de registro de novos defensivos agrícolas devem ser protocolados exclusivamente no Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio de sistema eletrônico.
Protocolos enviados diretamente à Anvisa ou ao Ibama não serão mais considerados. Empresas que já protocolavam diretamente nos demais órgãos terão de se adaptar ao novo fluxo.
A medida regulamenta a Lei 14.785/2023, o novo marco legal dos defensivos agrícolas no Brasil.
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– O Globo informa que a área amazônica destinada à agricultura cresceu 44 vezes (4.321%), passando de 180 mil para 7,9 milhões, nas quatro últimas décadas.
É o que revela um relatório da rede MapBiomas divulgado nesta segunda-feira que, com uso de imagens de satélite, estima as mudanças ocorridas no bioma entre 1985 e 2024.
Durante o período, a Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa, uma redução de 13% do território, e se aproxima de um ponto de não retorno, segundo os pesquisadores.
Com 421 milhões de hectares, a Amazônia ocupa quase metade do território brasileiro (49,5%).
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– Folha de S. Paulo informa que a pouco mais de um ano das eleições de 2026, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve buscar um quarto mandato, o Brasil aparece enredado nos chamados “déficits gêmeos”, com contas fiscais e externas em deterioração.
Com atenuantes, o momento guarda semelhança com a situação pré crise no segundo mandato de Dilma Rousseff, e o Brasil caminha para ter os dois maiores rombos do tipo na comparação com a maioria dos países.
Os “déficits gêmeos” ocorrem quando um país apresenta, simultaneamente, um déficit nominal e outro na conta corrente, este em relação a outras nações.
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– O Globo divulga que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do deputado federal Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), relator de um projeto que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro.
Moraes também autorizou que Bolsonaro receba a visita do ex-ministro Adolfo Sachsida, dos senadores Wilder Morais (PL-GO), Rogério Marinho (PL-RN) e o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
As solicitações ocorrem em meio ao aumento da discussão sobre a anistia, que poderia beneficiar Bolsonaro, e à pressão de partidos do Centrão para definir um candidato de oposição para 2026.
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– Valor Econômico fala que na semana que promete ser a de maior pressão pela votação da anistia aos condenados por tentativa de golpe, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve manter as negociações por um texto que tenha chances mínimas de ser viabilizado.
Motta – que viajou para São Paulo no fim de semana – não está disposto a colocar em pauta um projeto que possa ser barrado pelo Senado, vetado pelo presidente da República ou, na melhor das hipóteses, derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesse cenário, segundo interlocutores, as chances de o presidente da Câmara patrocinar uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, como querem os bolsonaristas, é praticamente nula.
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Análise de Mídia – 15/09/2025
– Folha de S. Paulo informa que enquanto os holofotes da política estavam voltados para o julgamento que condenaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista e a disputa em torno do projeto da anistia, avançaram no Congresso Nacional nas últimas semanas oito propostas que alteram leis ambientais.
Levantamento feito pela Folha identificou que foram aprovados na Câmara dos Deputados e no Senado textos para autorizar garimpo em terras indígenas (TIs), transferir o poder de demarcação dessas áreas para os parlamentares, perdoar o desmatamento ou derrubar normas do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).
Procurada, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) disse que se mantém neutra quanto a proposta que perdoa o desmatamento, uma vez que ela pode “gerar interpretações contrárias aos compromissos ambientais do país.”
As novas regras de demarcação, defende a FPA, promovem “segurança jurídica, justiça social e respeito à diversidade étnica e cultural” e permitem a regularização de imóveis em faixa de fronteira sem impactar os direitos indígenas.
A bancada ruralista disse, porém, que não acompanha a proposta sobre garimpo.
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– Poder 360 divulga que o deputado e presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), Pedro Lupion (PP-PR), afirmou, na 6ª feira (12.set.2025), que os congressistas bolsonaristas não aceitarão que o STF (Supremo Tribunal Federal) iguale o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o “coloque na mesma prateleira que o Lula, condenado por corrupção, por roubalheira, por malfeitos.”
“Um julgamento de cartas marcadas por uma posição política em que o sistema tenta equivaler o presidente Bolsonaro ao atual presidente Lula. Esse, sim, condenado por corrupção, por roubalheira, por malfeitos e que foi descondenado. Tenta agora o sistema colocar o presidente Bolsonaro na mesma prateleira, colocando-o como um bandido como um criminoso e mais do que isso, tentando execrá-lo da vida pública […] Nós vamos trabalhar no Congresso Nacional o máximo que pudermos para votar a anistia e desfazer essa injustiça”, declarou no vídeo compartilhado nas redes sociais.
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– Globo Rural destaca que as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 14,29 bilhões em agosto e cresceram 1,5% em comparação com o mesmo mês no ano passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12/9) pelo Ministério da Agricultura.
O aumento no volume embarcado, de 5,1% na mesma comparação, compensou a queda de preços no período, que foi de 3,4%.
O Ministério da Agricultura informa que houve crescimento nos embarques tanto nas cadeias exportadoras mais tradicionais, como os complexos soja e carnes, quanto em itens de menor peso nas vendas externas do setor.
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– Agro Estadão fala que os dois primeiros meses do Plano Safra 2025/2026 registraram uma queda nas contratações de crédito rural no comparativo com o ciclo anterior.
Em operações de custeio e investimento, julho e agosto de 2024 tiveram contratação de R$ 124,7 bilhões, enquanto no mesmo período de 2025, o montante foi de R$ 86,4 bilhões (-31%).
Os dados estão no boletim Análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgado nesta sexta-feira, 12.
Segundo a entidade, alguns fatores contribuíram para isso, como “altas taxas de juros, aumento do custo de produção (e, consequentemente, do ticket médio por contrato) e critérios mais rígidos das instituições financeiras”.
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– Globo Rural informa que o Banco Central autorizou cooperativas de crédito a receber depósitos de poupança rural.
Isso significa que agricultores podem agora depositar seu dinheiro nessas cooperativas, o que facilita o crédito e a movimentação financeira no campo.
A regra já existia desde 2019 (Resolução nº 4.716), mas agora foi oficialmente publicada.
Para captar esses depósitos, as cooperativas precisam seguir critérios específicos.
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https://bit.ly/4pt0jn6
– Agro Estadão fala que a piscicultura do Estado de São Paulo pode registrar uma queda de R$ 75 milhões na receita com exportações até o fim do ano em virtude da nova tarifa de 50% que os Estados Unidos aplicaram à entrada da tilápia brasileira no país.
Conforme nota da Associação dos Piscicultores em Águas Paulistas e da União (Peixe SP), em 2024 o Brasil exportou R$ 200 milhões em tilápia para o mercado norte-americano, sendo São Paulo responsável por 35% das vendas.
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– Globo Rural divulga que a safra 2024/25 de algodão em Mato Grosso – maior produtor nacional da pluma – caminha para resultados históricos.
Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produtividade média do ciclo foi estimada em 308,08 arrobas por hectare, crescimento de 5,61% em relação à safra passada.
Se confirmada, será a segunda maior produtividade média da série histórica.
O bom desempenho tem relação com chuvas fora de época, que prolongaram o ciclo da cultura.
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– O Globo fala que mais de 20 propostas anti-indígenas e antiambientais tramitam atualmente na Câmara dos Deputados e no Senado, segundo levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).
Entre elas está o Projeto de Lei nº 6093/2023, de autoria da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), que foi encaminhado nesta semana à Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, após aprovação na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara.
O texto propõe novas regras para a demarcação das terras indígenas, retomando a tese do marco temporal.
A Apib e o Instituto Socioambiental (ISA) divulgaram uma nota técnica em que afirmam que a proposta inviabiliza quase 98% dos territórios cujos processos ainda não foram concluídos.
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– O Globo informa que o novo Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), projeto que o Brasil desenha junto com 11 outros países para ajudar a preservar vegetação nativa e prevenir a emissão de CO2 por desmatamento, deverá gerar a maior parte de sua renda aplicando seus recursos em mercados de países emergentes.
O governo promete finalizar os detalhes da proposta a tempo de tirá-la do papel já na COP 30, a conferência do clima de Belém, em novembro.
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– Valor Econômico divulga que a maioria dos brasileiros é contra o Congresso Nacional aprovar uma anistia para livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
Rejeitam a ideia 54%, ante 39% que a defendem. Segundo o Datafolha, que aferiu a intenção nos dias 8 e 9 deste mês com 2.005 eleitores em 113 municípios do país, 2% se dizem indiferentes ao assunto e 4% não souberam opinar.
Leia +: https://bit.ly/4pmGCgv – Coluna do Estadão fala que a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da trama golpista reforçou a estratégia de seus aliados para “esmagar” a esquerda na disputa do Senado em 2026.
Nos bastidores, governistas passaram a admitir que a oposição deve ter sucesso nessa empreitada.
A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou o alerta, pois avalia que o voto divergente do ministro Luiz Fux, do STF, pela absolvição total de Bolsonaro deu argumentos que serão usados para impulsionar candidatos bolsonaristas.
Leia +: https://bit.ly/42mgVmo
– O Globo informa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu alegações do governo dos Estados Unidos de que a condenação de Jair Bolsonaro resultou de uma “caça às bruxas”.
Num artigo publicado no New York Times, neste domingo, o petista afirmou ter orgulho da “decisão histórica” do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, “salvaguarda nossas instituições e o Estado Democrático de Direito”.
No NYT, Lula afirmou que o julgamento decorreu de investigações conduzidas legalmente e que desvelaram a tentativa de tomada de poder, além de planos de assassinato de autoridades da República.
Leia +: http://glo.bo/42mir84
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