FPA: Análise de Mídia – 21/11/2025

Análise de Mídia – 21/11/2025
– O Globo divulga que o presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira que certos produtos agrícolas importados do Brasil pelos americanos não serão mais alvo da tarifa adicional de 40%, entre eles carne bovina, tomate, café, banana, açaí e outros.

A lista tem mais de 60 itens e alcança até mesmo bambu, chás verde, preto e mate, castanha de caju, manga, mandioca e goiaba.

A decisão, que menciona as negociações iniciadas após conversas entre Trump e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, é o primeiro avanço significativo do esforço do governo brasileiro para derrubar o tarifaço sobre exportações brasileiras para os EUA, que chegam a 50%.

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– Globo Rural destaca que embora o impasse entre Ministério da Agricultura, setor produtivo e o Ministério do Meio Ambiente em relação ao texto do Plano Clima continue, houve mudanças nos últimos dias que retiram as emissões de gases provocadas por desmatamento do plano setorial da agropecuária, disseram fontes em Belém e em Brasília.

Após reuniões nas últimas semanas com lideranças do setor, como o ex-ministro Roberto Rodrigues, e especialistas da Embrapa, o Ministério de Meio Ambiente concordou em criar um oitavo plano setorial de mitigação, além dos sete iniciais, para abarcar as emissões de desmatamento e áreas privadas que antes seriam atribuídas ao setor agropecuário.

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– Folha de S. Paulo fala que o presidente Lula (PT) assinou, nesta quinta-feira (20), Dia da Consciência Negra, 28 decretos de declaração de interesse social para terras quilombolas, para fins de desapropriação de áreas, em 14 estados.

Esses decretos são considerados uma parte fundamental para a titulação dos territórios. Após a publicação deles, o Incra é autorizado a realizar vistorias e fazer avaliações de preços para o pagamento prévio à desapropriação em dinheiro aos proprietários, dentro da disponibilidade orçamentária-financeira do governo.

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– Valor Econômico informa que o governo brasileiro lançou oficialmente ontem, em Belém, durante a COP30, uma iniciativa de Investimento em Agricultura Resiliente e Restauração de Terras (Raiz, na sigla em inglês).

Nove países anunciaram apoio ao programa que tem o objetivo de acelerar a mobilização de recursos financeiros e buscará reunir governos e investidores em torno da restauração de terras agrícolas ao redor do mundo.

Os apoiadores, até o momento, são Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Canadá, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Peru e Reino Unido.

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– Agro Estadão divulga que apesar de não estar na pauta oficial de negociação da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), o chamado “Mapa do Caminho” para o fim do uso dos combustíveis fósseis já tem apoio de mais de 80 países.

Esse roteiro também repercutiu no setor de biocombustíveis, que faz coro à proposta brasileira. Do lado do setor produtivo brasileiro, há apoio para a proposta prosperar tendo como uma das bases o “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Fósseis”, ou também conhecido como “Belém 4x”.

Essa ação prevê que a produção de combustíveis sustentáveis possa quadruplicar até 2035. A iniciativa integra a Agenda de Ação proposta pelo Brasil e já tem a adesão de pelo menos 23 países.

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– Folha de S. Paulo fala que um incêndio atingiu os pavilhões da COP30, em Belém (PA), no início da tarde desta quinta-feira (20).

As chamas começaram por volta das 14h nos setores reservados aos países, causando correria entre os participantes da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.

A energia elétrica foi cortada no local, e as labaredas chegaram a furar o teto dos estandes. Todo o espaço da chamada zona azul —onde há pavilhões de países e entidades, além de salas das negociações diplomáticas— foi esvaziado.

Os participantes puderam retornar ao local perto das 21h, após vistoria atestar segurança.

As negociações da COP30, porém, foram suspensas até a sexta-feira (21), data originalmente programada para o final da conferência, que tem tradição de atraso em suas conclusões.

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– Agro Estadão informa que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou como positiva a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitou Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionavam a lei responsável por instituir a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Para o Ministério de Minas e Energia, a decisão reforçou a previsibilidade regulatória, assegurando o ambiente de confiança necessário para a manutenção e atração de investimentos no setor de combustíveis sustentáveis.
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– O Globo informa que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira que vai analisar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro das “prerrogativas” do Senado.

Cabe à Casa aprovar ou não a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alcolumbre preferia que o escolhido fosse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e manifestou a aliados incômodo com a indicação de Messias.

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– Folha de S. Paulo fala que a possibilidade de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado, diante da proximidade do fim dos recursos no STF (Supremo Tribunal Federal) contra sua condenação, fez com que integrantes da cúpula do Congresso Nacional retomassem nos bastidores a discussão sobre o projeto de redução de penas, em uma estratégia para aliviar a pressão pela anistia.

O relator do projeto na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou a interlocutores que pretende aprovar o projeto já na próxima terça-feira (25), em uma ação combinada para análise no Senado na mesma semana.

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– O Globo divulga que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), elevou nesta quarta-feira o tom da defesa do PL Antifacção, aprovado na véspera em uma votação que representou uma das maiores derrotas do governo Luiz Inácio Lula da Silva na área de segurança pública.

Em postagem nas redes sociais, Motta afirmou que o texto aprovado pelos deputados “escolheu o caminho certo” e que o endurecimento das penas e a tipificação de novas condutas criminosas respondem à demanda da população por mais segurança.

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