Juiz marca audiência de Puccinelli, vereadores e empresários em processo da Coffee Break

31 de janeiro de 2022 Off Por Ray Santos
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Ao todo, são 18 réus acusados de articulação criminosa para cassar o ex-prefeito Alcides Bernal
31/01/2022 12:44 – Glaucea Vaccari – Correio do Estado

André Puccinelli é réu em processo de corrupção passiva – Arquivo/Correio do Estado

O juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, marcou para os dias 23 a 25 de março audiência de instrução e julgamento do ex-governador André Puccinelli, vereadores e ex-vereadores e empresário, em processo da Coffee Break.

Intimação das partes foi publicada no Diário Oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul desta segunda-feira (31).

Além de André Puccinelli, serão ouvidos o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlos Augusto Borges; vereadores João Rocha e Otávio Trad e os ex-vereadores Gilmar da Cruz, Jamal Salem, Eduardo Romero, Flávio César, Mário César de Oliveira, Edson Shimabukuro, José Airton Saraiva e Waldecy Batista Nunes, o Chocolate (PTB).

Também são réus Andre Luiz Scaff, Edil Albuquerque, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, João Roberto Baird e o ex-prefeito Gilmar Olarte.

Eles respondem processo de crimes de responsabilidade dos funcionários públicos – corrupção passiva,  acusados de articulação criminosa para cassar o mandato do então prefeito Alcides Bernal, em 2014.

Entenda  

A ação por improbidade contra políticos e empresários tramita na Justiça há mais de três anos.  

A operação Coffee Break foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), no dia 25 de agosto de 2015, para apurar suposto esquema de propinas e compra de votos na Câmara Municipal de Campo Grande para cassar o ex-prefeito Alcides Bernal, em 12 de março de 2014. 

Promotores analisaram o período do segundo semestre de 2013 até depois da cassação.  

Três pessoas, indiciadas por corrupção ativa, atuaram para angariar votos para a cassação, realizando reuniões e oferecendo vantagens. Houve inclusive compra de apoio para afastar Bernal.

Todas essas pessoas movimentaram duas a três vezes dos ganhos anuais. Segundo o Gaeco, um vereador declarou ter recebido R$ 393 mil no ano de 2013 e movimentou em suas contas R$ 4,3 milhões.  

Apesar da operação, no mesmo dia, Bernal voltou à administração municipal após um ano e cinco meses da cassação. 

O político tentou a reeleição em 2016, mas obteve 26,01% dos votos no primeiro turno e ficou fora do segundo.


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