
Com 1.500 participanrtes, mais tradicional competição da modalidade do Brasil, movimentou a Zona Sul de São Paulo na manhã desta quinta-feira (9), em percurso na pista expressa da Marginal Pinheiros
Kácio Freitas cruza a linha de chegada
(Gabriel Pereira/Fundação Cásper Líbero)
Pelotão Elite Masculina com Parque do Povo ao fundo
(Gabriel Pereira/Fundação Cásper Líbero)
Largada Elite Masculina
(Gabriel Pereira/Fundação Cásper Líbero)
Thayna vibra ao vencer a Elite Feminina
(Gabriel Pereira/Fundação Cásper Líbero)
Pelotão Elite Feminina na Marginal Pinheiros
(Gabriel Pereira/Fundação Cásper Líbero)
Largada Elite Feminina
(Gabriel Pereira/Fundação Cásper Líbero)
Thayná e Kácio, campeões da 75ª edição
(ZDL / Divulgação)
Pódio Elite Masculina
(ZDL / Divulgação)
Pódio da Elite Feminina
(ZDL / Divulgação)
Julho, 2026 – A 75ª Prova Ciclística Internacional 9 de Julho, disputada nesta quinta-feira (9), foi uma edição à altura de sua história. No circuito montado na pista expressa da Marginal Pinheiros, Kácio Freitas (Emthos Racing) e Thayná Araujo de Lima (Santos Cycling Team/Fupes) despejaram potência para o sprint da vitória na Elite masculina e feminina, respectivamente.
Além das chegadas decididas nos milésimos de segundo em provas de alto nível técnico e muita velocidade, os amadores completaram a festa. Com 1.500 inscritos, marcaram o retorno dessa categoria à maior e mais tradicional prova de ciclismo do Brasil.
A prova masculina foi exatamente o que a disputa do pelotão de favoritos anunciava. Foi rápida, técnica, tensa e decidida na chegada. Após 100 km de circuito plano na Marginal Pinheiros, os cinco primeiros cruzaram a linha em menos de meio segundo de diferença.
Kácio Freitas, da Emthos Racing, foi o mais veloz no sprint e conquistou o título com o tempo de 2h12min05s835, superando por apenas 119 milésimos o tetracampeão Francisco Chamorro (Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba), que completou a prova em 2h12min05s954. João Gaspar (WK Team) ficou em terceiro, com 2h12min06s071. Thiago Duarte Nardin (Nardin-Ribeirão Preto) foi o quarto colocado, com 2h12min06s075, e Igor Teodoro Molina (Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba) completou o top 5, com 2h12min06s219.
“Gosto muito de correr a 9 de Julho. Sabia que neste ano, com circuito plano, seria rápida e decidida na chegada. Acelerei e deu certo. Essa era a minha prova alvo e hoje saio de São Paulo como campeão. Estou muito feliz com a conquista, pois significa escrever meu nome na história do ciclismo. É uma disputa especial e sei que uma vitória dessas é para poucos. Estou honrado por vencer essa Clássica de renome internacional. Espero conseguir chegar ao lugar mais alto do pódio muitas vezes mais”, comentou Freitas.
O tetracampeão Chamorro, que chegou à edição comemorativa em busca do pentacampeonato inédito, reconheceu o mérito do vencedor. “É uma corrida muito tradicional e tive o privilégio de vencer quatro vezes. E, neste ano, correr em um circuito na Marginal, onde passam milhares de carros todos os dias, é um privilégio. E isso vale para nós e também para os amadores. Ganhar ou perder faz parte do esporte. Entreguei tudo que tinha e desta vez foi um segundo lugar. Parabéns ao Kácio”, disse Chamorro.
Elite feminina – No feminino, a história foi semelhante, com 75 km de circuito plano, tentativas de fuga sem sucesso e uma chegada em grupo.
Thayná Araujo de Lima, da Santos Cycling Team, foi a mais rápida e cruzou a linha em 2h23min39s246, tornando-se a nova campeã da 9 de Julho.
Natural de Santos, a atleta de 29 anos disputa a prova desde os 18 e conquistou nesta quinta-feira seu primeiro pódio na temporada. Luciene Ferreira (Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba), tetracampeã e maior vencedora da história da prova no feminino, ficou com a prata, completando em 2h23min39s322.
Nicolle Borges (ABEC Rio Claro) foi a terceira, com 2h23min39s390. Alice Melo (Santos Cycling Team) terminou na quarta posição, com 2h23min39s412, e Carolina Barbosa Alves do Nascimento (Indaiatuba Cycling Team) fechou o top 5, com 2h23min39s528.
“Como foi uma prova totalmente plana, eu imaginava que seria decidida na chegada. Tivemos ataques e tentativas de fuga, mas mantive a concentração para decidir perto da linha de chegada. Eu estou muito feliz. Foi meu primeiro pódio na temporada depois de um começo do primeiro semestre um pouco difícil. É um resultado que mostra que sou capaz e que eu estou no caminho certo”, disse Thayna.
A festa dos amadores – O retorno dos ciclistas amadores à Prova 9 de Julho, uma das novidades da edição comemorativa de 2026, foi celebrado com 1.500 inscritos – número expressivo que marca o reencontro da prova com seu caráter popular após anos restrita às categorias de alto rendimento.
“Concluímos mais uma edição da 9 de Julho e estamos felizes com o sucesso da edição 75. Reunimos um número expressivo de amadores. Foram 1.500 inscritos nessa retomada da participação de ciclistas não federados e já estamos pensando na prova de 2027. Vamos trabalhar para manter e solidificar esse formato, que valoriza tanto os ciclistas de elite quanto o caráter democrático da bicicleta”, comentou Erick Castelhero, Diretor Executivo da prova.
Premiação – Para os ciclistas federados, a 9 de Julho distribuiu R$ 57 mil entre as categorias Elite, Open Master e Sub-23, masculina e feminina. Os campeões (masculino e feminino) receberão R$ 4.000 cada. A divisão para as demais categorias é: segundo lugar (R$ 2.500), terceiro lugar (R$ 1.500), quarto lugar (R$ 1.000) e quinto lugar (R$ 500).
Resultados
Elite Masculina
1 – Kácio Freitas (Emthos Racing) – 2h12min05s835
2 – Francisco Chamorro (Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba) – 2h12min05s954
3 – João Gaspar (Wk Team) – 2h12min06s071
4 – Thiago Duarte Nardin (Nardin – Ribeirão Preto) – 2h12min06s075
5 – Igor Teodoro Molina (Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba) – 2h12min06s219
Elite feminina
1 – Thayná Araujo de Lima (Santos Cycling Team/Fupes) – 2h23min39s246
2 – Luciene Ferreira (Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba) – 2h23min39s322
3 – Nicolle Borges (Abec Rio Claro) – 2h23min39s390
4 – Alice Melo (Santos Cycling Team) – 2h23min39s412
5 – Carolina Barbosa Alves do Nascimento (Indaiatuba Cycling Team) – 2h23min39s528
História – A Prova 9 de Julho foi criada em 1932 pelo jornalista Cásper Líbero em homenagem à Revolução Constitucionalista, e passou a ser realizada pelo jornal A Gazeta Esportiva a partir de 1933. Ao longo de décadas, grandes nomes do ciclismo nacional e internacional passaram pela prova, consolidando sua relevância no esporte.
A Prefeitura de São Paulo apresentou a 75ª Prova Ciclística Internacional 9 de Julho. O evento é propriedade da Fundação Cásper Líbero, com organização operacional da Sagaz Esportes e supervisão técnica da Federação Paulista de Ciclismo, com apoio institucional da TV Gazeta, Rádio Gazeta FM 88.1, site Gazeta Esportiva, Faculdade Cásper Líbero e Confederação Brasileira de Ciclismo e apoio de Keeta.
Mais informações:
Site: https://prova9dejulho.com.br/
Comunicação Fundação Cásper Libero
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