Lideranças do mercado mundial debatem agenda ESG no Fiems Experience

Lideranças do mercado mundial debatem agenda ESG no Fiems Experience

23 de junho de 2022 Off Por Ray Santos
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Fotos: Fiems

Em game dinâmico e interativo, grandes lideranças do mercado mundial debateram, nesta quarta-feira (22/06), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), o papel estratégico de conceitos como responsabilidade socioambiental e governança no futuro das indústrias. O bate-papo foi realizado na primeira edição do Fiems Experience 2022 sob o tema “Inovação na indústria brasileira e global” e foi voltado para discussão sobre práticas de ESG (ambientais, sociais e de governança).

O chefe de gabinete da presidência da Fiems, Robson Del Casale, em nome do presidente Sérgio Longen, destacou a importância de falar de ESG em Mato Grosso do Sul, Estado que avança a passos largos rumo ao desenvolvimento sustentável. “A Federação das Indústrias, mais uma vez, está na vanguarda dessa discussão e assim vamos permanecer trazendo empresários, sua diretoria e a experiência de grandes líderes”, afirmou.

Representando as possibilidades de diálogo sobre o tema com o poder público, o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, comentou que os painelistas representam empresas globais que assumiram dentro dos seus planos estratégicos o posicionamento de trabalhar com ESG.

“É um assunto que temos discutido bastante em Mato Grosso do Sul como política pública. Nossa proposta aqui é tornar o Estado carbono neutro até 2030. Nós não conseguiremos fazer isso se as empresas não forem carbono neutro ou pelo menos baixo carbono. Por isso, esse debate é tão importante”, completou Verruck.

ESG nos grandes negócios

Entre os grandes nomes do mercado mundial convidados a participar do evento está um conterrâneo. O presidente da Mondelez, Liel Miranda, é natural do município de Aquidauana, e formado em Administração pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O empresário compartilhou as práticas de ESG na multinacional estadunidense.

Ações sociais com as comunidades onde a empresa está instalada, reaproveitamento de água e fortalecimento de pequenos produtores de cacau são algumas das práticas já desenvolvidas. “Tentamos garantir que da produção do cacau até a fabricação da embalagem, não tenhamos impacto no meio ambiente”, ressaltou Liel Miranda.

Dentro da estratégia ESG da empresa também consta meta de contratação de pessoas negras em cargos de liderança, bem como capacitação de mais de 3 milhões de profissionais desse grupo social. “Essa discussão entre as empresas está avançando, mas não se materializa sem diálogo com a iniciativa privada e governo. Não temos no mundo, muitas oportunidades como essa e Mato Grosso do Sul está mostrando protagonismo nisso”, disse.

Para o diretor geral da Nakata Automotiva, Marcelo Tonon, que possui mais de 40 anos de experiência em empresas do setor automotivo, boas práticas já desenvolvidas nas corporações estão interligadas com a ideia de ESG. A diferença, segundo ele, é a necessidade desses princípios estarem mais expressos. “Vivemos um momento de ruptura. É difícil ser um player global se não tiver uma ação ESG”, pontuou.

Também do ramo automotivo, o presidente da Caoa, Mauro Correia, explica que o programa de estratégias socioambientais e de governança na empresa foi implantado de forma orgânica. “As empresas que já tinham isso no DNA tomaram uma vantagem muito grande em relação ao tema”, salientou.

A CEO da Standard Bank, Natália Dias, trouxe a perspectiva do desafio de implantar estratégias ESG no mercado financeiro sul-africano. O financiamento de projetos de energia renovável na África, por exemplo, é uma das ações da instituição.

Além disso, o banco planeja ampliar o foco de atuação para ter mais impacto social. “Vamos nos tornar um mix de plataforma até 2025. Não vamos ser mais um banco, vamos ser uma grande plataforma de negócios, voltada também para saúde e entretenimento. Além de métricas financeiras, temos métricas específicas de impactos sociais, econômicos e ambientais”, finalizou.

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