Mato Grosso do Sul gerou 3,5 mil empregos com carteira em março

Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldo positivo no estado sul-mato-grossense no terceiro mês do ano. Em todo o país, foram criados mais de 228,2 mil novos postos

Mercado de trabalho brasileiro gerou 228.208 novos empregos com carteira assinada em março de 2026. O país acumula 613,3 mil novas vagas formais no primeiro trimestre do ano. Foto: Secom/PR

Mato Grosso do Sul gerou 3.554 empregos formais em março de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (29/4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado sul-mato-grossense no terceiro mês do ano.

O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 1.680 vagas. Em seguida aparecem a Indústria (1.208 postos), a Construção (886) e o Comércio (227).

O desempenho negativo foi registrado no setor da Agropecuária (-447). 

MUNICÍPIOS – A capital Campo Grande foi o município sul-mato-grossense com maior saldo de empregos formais em março, tendo gerado 1.428 novos empregos com carteiras assinadas.

Em seguida aparecem as cidades de Inocência (899), Três Lagoas (324) e Corumbá (271). 

GÊNERO – No recorte por gênero, a maior parte dos empregos com carteira assinada gerados no Mato Grosso do Sul em março foi ocupada por homens: 1.803.

No período, as mulheres foram responsáveis por ocupar 1.751 novos empregos. 

FAIXA ETÁRIA E INSTRUÇÃO – No que diz respeito à faixa etária, a maior parte dos postos gerados no Mato Grosso do Sul no período foi ocupada por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 1.298 novos postos formais.

Na análise sobre grau de instrução, a maioria dos vínculos no estado em março foi ocupada por pessoas com ensino médio completo, que preencheram 2.157 vagas.

NACIONAL – O mercado de trabalho brasileiro gerou 228.208 novos empregos com carteira assinada em março de 2026.

O resultado é fruto de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos.

Com o desempenho de março, o país acumula 613.373 novas vagas formais no primeiro trimestre do ano.

Já no recorte dos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram criados 1,21 milhão de empregos com carteira assinada.

O desempenho também elevou para 49,08 milhões o número de vínculos formais ativos no Brasil, uma alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na comparação com março de 2025, quando foram geradas 79.994 vagas, o saldo de março deste ano confirma a expansão do mercado de trabalho formal. 

UNIDADES DA FEDERAÇÃO – No terceiro mês de 2026, 24 das 27 unidades da Federação tiveram saldos positivos.

Os destaques foram São Paulo (+67.876), Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914). As UFs com saldo negativo foram Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338).

O crescimento proporcional do emprego formal foi liderado pelo Acre, que registrou variação relativa de 0,92%, seguido por Roraima, com alta de 0,88%, e Piauí, que apresentou expansão de 0,86%. 

GRUPOS ECONÔMICOS – Março apresentou variação positiva em quatro dos cinco grandes setores da economia.

O setor de Serviços foi o maior gerador de postos no mês, com mais 152.391 vagas (+0,6%).

O grupo foi impulsionado principalmente por atividades como atividades administrativas (38.782), educação (21.837) e saúde e serviços sociais (22.372). 

A Construção registrou aumento de 38.316 postos formais, puxadas por obras de infraestrutura (15.316) e construção de edifícios (13.330).

O terceiro maior gerador foi a Indústria, com saldo de 28.336 postos, com ênfase na fabricação de produtos de carne (5.113), processamento de fumo (2.885) e fabricação de biocombustíveis (2.613). 

O Comércio gerou 27.267 empregos, com resultados positivos no ramo varejista (11.991) e atacado (11.991).

Já a Agropecuária registrou saldo negativo de -18.096, impulsionado pela desmobilização de maçã, soja e laranja. 

GRUPOS POPULACIONAIS – A geração de empregos apresentou saldo positivo para mulheres, com 132.477 novas vagas, e para homens, com 95.731 postos.

Os jovens de até 24 anos respondem por 72,6% do saldo total no mês, o equivalente a 165.785 postos.

Quanto ao nível de escolaridade, pessoas com ensino médio completo (183.037) lideraram a ocupação dos postos, seguidas por trabalhadores com nível superior (23.265).

No recorte por raça, o balanço foi positivo para pardos (142.228), brancos (68.663), pretos (33.823) e amarelos (883).

O mercado absorveu 224.236 novos trabalhadores brasileiros e naturalizados, além de 3.972 estrangeiros. 

SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em março de 2026 foi de R$ 2.350,83, com variação negativa de R$ 17,50 (-0,7%) em relação a fevereiro.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve aumento de R$ 41,80 (+1,8%).

Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio foi de R$ 2.397,89, enquanto para os não típicos ficou em R$ 2.019,09.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

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