Micro e Pequenas Indústrias de São Paulo enfrentam aumento nos custos de produção

Micro e Pequenas Indústrias de São Paulo enfrentam aumento nos custos de produção

14 de maio de 2024 Off Por Marco Murilo Oliveira
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46% afirmam possuir o capital exato necessário, mas ainda assim, 44% declaram uma insuficiência de recursos

A 12ª edição da Pesquisa Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria, conduzida pelo instituto Datafolha a pedido do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (SIMPI), oferece uma análise detalhada do panorama econômico enfrentado pelo setor ao longo do mês de março de 2024. No contexto regional do Estado de São Paulo, surgem desafios em relação ao capital de giro e ao aumento dos custos de produção, embora haja um sentimento otimista em relação à área onde as empresas estão localizadas.

A avaliação do capital de giro no último mês destaca-se como um dado de extrema relevância para a sobrevivência das indústrias, e os números revelam uma situação preocupante. Em escala nacional, 45% das empresas enfrentam uma carência de capital de giro, enquanto apenas 10% desfrutam de uma situação financeira confortável, com reservas superiores às necessárias. Essa realidade se reflete no cenário paulista, onde 46% afirmam possuir o capital exato necessário, mas ainda assim, 44% declaram uma insuficiência de recursos.

Dada a concentração significativa de micro e pequenas indústrias no estado de São Paulo, esses números não condizem com o potencial da região, tanto em termos de capacidade de mão de obra quanto de poder econômico, conforme aponta Joseph Couri, presidente do SIMPI.

Ademais, a questão do acesso ao capital de giro evidencia desafios substanciais. No estado de São Paulo, apenas 11% recorreram ao cheque especial, enquanto apenas 7% obtiveram crédito por meio de empréstimos corporativos, indicando uma dificuldade de acesso a linhas de crédito essenciais para a construção do capital de giro.

Outra preocupação é o aumento dos custos de produção. A nível nacional, 38% das empresas enfrentaram aumentos significativos nos custos, principalmente devido ao encarecimento de matéria-prima e insumos (25%). No Estado de São Paulo, a situação é ainda mais grave, com 42% relatando aumento nos custos, sendo que 30% desses apontaram especificamente o aumento nos custos de matéria-prima e insumos.

Ao analisar o Índice de Satisfação Macroeconômica das MPI’s, observa-se que a região do Estado de São Paulo figura entre as mais pessimistas em relação ao cenário nacional. Embora a satisfação com o estado das empresas (117 pontos) e com o setor de atuação (116 pontos) apresentem perspectivas positivas, o índice geral atinge apenas 71 pontos, indicando um cenário predominantemente negativo.

Quanto às expectativas econômicas futuras, a média nacional permanece pessimista, com uma queda no otimismo. No Estado de São Paulo, 28% acreditam em uma melhora, enquanto 39% esperam que a situação permaneça estável, sem mudanças.

Em relação à avaliação da situação econômica do estado (UF) das empresas, observa-se uma estabilidade. Na média nacional, houve uma ligeira queda, de 34% para 32%, enquanto no estado de São Paulo essa estabilidade persiste, com 37% classificando como ótima/boa, 41% como regular e 21% como ruim/péssima.

Sobre a pesquisa

Pesquisa encomendada pelo SIMPI e realizada pela Datafolha, o Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria, mostra a situação real da categoria. A coleta de dados ocorreu entre os dias 12 e 28 de março de 2023, foram realizadas 715 entrevistas.

Para consultar outros dados da 12ª edição da Pesquisa do Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria, por favor, entre em contato com a equipe de Assessoria de Imprensa.

NA Comunicação e Marketing


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