Morador de Mairinque ganha processo contra o jornal Brasil de Fato

Morador de Mairinque ganha processo contra o jornal Brasil de Fato

24 de março de 2024 Off Por Ray Santos
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Publicação feita em 2021 acusava Eduardo Thomaz de associação ao nazismo

O site Brasil de Fato foi condenado a pagar R$ 20 mil por ação de danos morais e a retirar do ar a publicação que acusava Eduardo Thomaz de associação a grupos neonazistas.

Na matéria, ao criticar uma motociata em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o jornalista Paulo Motoryn citou Thomaz como um dos organizadores do evento e afirmou que ele foi líder de um ato neonazista pró-Bolsonaro na avenida Paulista em 2011.

A publicação usou uma entrevista concedida pelo bacharel em Direito à TV Gazeta onde, na época, ele se identificava como membro do grupo “Ultra Defesa”, sigla da qual o jornal definiu na matéria como organização nazista. Ao se dar conta da situação, Thomaz, que é morador de Mairinque, interior de São Paulo, processou o jornal.

“O Ultra Defesa era um grupo conservador de apoio à política de Direita, que debatia ideias e projetos dentro dessa corrente filosófica, entidade esta que atuou até o ano de 2011. Associar aquele movimento a um grupo dessa natureza foi irresponsável e completamente criminoso”, afirmou Thomaz.

Desde a publicação, Thomaz vem travando uma luta jurídica contra o jornal, da qual teve seu desfecho divulgado no último dia 13 de março.

De acordo com a sentença proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a publicação foi leviana ao afirmar a ligação de Thomaz com grupos supremacistas, uma vez que não há comprovação da veracidade de sua relação com tais atos.

A decisão levou em conta ainda as repercussões notoriamente negativas que o mairinquense enfrentou após a divulgação do conteúdo.

O processo culminou na condenação do site ao pagamento de uma indenização por danos morais e a retirada do conteúdo do ar sob pena de multa diária de R$1.000,00  até o dobro do valor da causa se não cumprida a determinação.

Para Thomaz, a decisão não prova apenas a sua inocência frente às calúnias que vinha sofrendo, mas enaltece também o trabalho da justiça no combate às informações falsas.

“É importante dizer que informação é coisa séria. É indispensável ter cautela antes de acusar uma pessoa sem provas, ainda mais quando se trata de um veículo de comunicação. Minha vida, família e reputação foram negativamente afetadas por conta dessa mentira, mesmo sem nunca ter tido qualquer tipo de antecedentes criminais ou ligação com esses grupos. Graças a Deus, a verdade foi restabelecida com apoio da justiça e o crime não passou impune. Me sinto aliviado e com o sentimento de dever cumprido”, destaca.

Questionado sobre o que fará com o pagamento da ação, Eduardo Thomaz disse que irá doar os recursos recebidos para instituições de caridade de seu município.

Mais informações:

Aline Porfirio


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