Moro ou Eduardo Leite precisam confessar que votaram em Bolsonaro para terem chances, diz cientista político

12 de março de 2022 Off Por Ray Santos
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Antonio Lavareda, da Universidade Federal de Pernambuco, avaliou que posição de candidatos de se colocarem como nem Lula nem Bolsonaro não é efetiva para atingir eleitorado.

Foto: Folha de Pernambuco – Léo Lima/Google

Para terem chance de vencer os candidatos Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva na corrida eleitoral 2022, os pré-candidatos que tentam pela chamada terceira via , como Moro e Eduardo Leite, teriam que declarar que votaram no atual presidente da República, e buscar os votos dos 55% de eleitores que elegeram Bolsonaro no segundo turno, porque não queriam Lula.

A afirmação é do cientista político pernambucano Antônio Lavareda, ao fechar os debates de três dias do Essent Jus Experience, cuja aposta é a de que essas eleições majoritárias “serão normais”, polarizadas entre Lula e Bolsonaro.

“O eleitor já sabe que Moro ou Leite são anti-Lula. Eles só precisariam se posicionar, confessando que votaram em Bolsonaro. Há espaço, mas batem cabeça”, disse o cientista político, ao avaliar as possibilidades que estão na mesa, para a eleição de outubro. Com 40 anos dedicados a estudar campanhas políticas, 27 dos quais chegou a atuar diretamente em campanhas, Lavareda avaliou como equivocada a posição dos candidatos que tentam buscar um nicho do eleitorado que não quer nem Lula nem Bolsonaro. “Essa posição de nem Lula nem Bolsonaro é um desperdício, é um não exercício estratégico”, afirmou.

Segundo ele, pelos resultados atuais das pesquisas eleitorais, Bolsonaro teria poucas chances de reeleição, por causa da percepção de mais de 60% dos brasileiros de que os rumos da economia estão errados.

Lembrou que somente um impacto na área econômica – como o lançamento do Plano Real por Fernando Henrique Cardoso em julho de 1994 – poderia catapultar o governo Bolsonaro ao primeiro lugar nas pesquisas.

“Não há registro de nenhum candidato que tenha ganhado a eleição tendo menos de 45% de aprovação”, afirmou.

Polarização.

O cientista político ainda relembrou o histórico das disputas presidenciais e apontou que a eleição mais polarizada do país foi a de 2006, quando o então presidente Lula, do PT, disputou a reeleição contra o tucano Geraldo Alckmin.

“Lula e Geraldo, que hoje indicam formar uma chapa, tiveram mais de 90% dos votos, ou seja, não tinha mais ninguém, só dois candidatos com mais de 10% dos votos”.

Sobre a Essent Jus

Criada em 2016, a Essent Jus é uma startup especializada em prestação de contas eleitorais de forma 100% digital. A empresa desenvolveu aplicativos e ferramentas para facilitar a vida de contadores que atuam especificamente neste ramo e, a partir de 2019, passou a fornecer essa tecnologia a escritórios de contabilidade parceiros em um método de parceria.

Na eleição de 2020 a rede contou com 924 escritórios em todo país, oferecendo contabilidade especializada e serviços financeiros para partidos políticos e candidatos, que automatizam o controle financeiro, a arrecadação e a prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A starup pertence ao grupo Essent Negócios Contábeis, composto por Essent Contabilidade, Essent Jus, Essent Agro e MIRA Labs, que tem o compromisso de propor ideias inovadoras que aprimoram a gestão de empresas, partidos políticos e agronegócio.

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