Nova abordagem de manejo da semente de soja: cuidados para evitar a bicheira da semente

Os produtores de soja do Rio Grande do Sul estão em alerta para a ocorrência da bicheira da semente.

A praga é uma mosca que, quando ainda está na fase de larva, ataca a parte inicial da semente de soja.

Esse ataque faz com que as mudinhas da planta morram ou nem cheguem a nascer direito, causando falhas na plantação.

O pesquisador da Embrapa Soja, Adeney de Freitas Bueno, explica que a bicheira da semente é considerada uma praga secundária, ou seja, normalmente não causa grandes problemas. 

No entanto, em situações climáticas específicas, como temperaturas mais baixas, alta umidade do solo e presença de matéria orgânica, ela pode se tornar mais frequente e preocupante, especialmente nas lavouras em fase de germinação. 

Em seu boletim mais recente, a Emater do Rio Grande do Sul indicou uma semeadura em 2% da área projetada no Estado, com 100% das plantas em fase de germinação. 

O especialista recomenda realizar um bom tratamento de sementes, garantindo a proteção inicial das plantas e favorecendo um crescimento mais rápido após a germinação. 

Além disso, Adeney destaca ser fundamental preparar bem o solo, fazer uma semeadura adequada e utilizar sementes certificadas e de boa qualidade.

“Tudo o que for feito para que a planta tenha um arranque inicial mais vigoroso ajuda no escape ao ataque da praga”, explica Bueno.

Como já destacado, o clima influencia diretamente no surgimento da praga. Por isso, outra orientação é evitar o plantio em períodos de temperaturas muito baixas.

“Se o produtor puder aguardar condições climáticas mais normais para a época, com temperaturas um pouco mais altas, isso também ajuda a reduzir a ocorrência da praga”, destaca.

Ele ressalta ainda que, com o retorno das condições climáticas normais, a praga tende a desaparecer naturalmente.

Caso o produtor verifique o surgimento da bicheira da semente, o pesquisador recomenda que seja feita a verificação da quantidade de plantas que nasceram na lavoura após a emergência.

Como o número ideal de plantas varia de acordo com a cultivar, é importante avaliar se há necessidade de replantio.

“Mesmo para alguns ataques que podem causar danos, desde que não mate a planta, pode haver uma boa recuperação, sem necessidade de replantio”, sinaliza.

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