Olimpíada do Conhecimento desafia competidores a montar uma indústria em pequena escala

10 de março de 2022 Off Por Ray Santos
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O processo industrial a ser simulado é o de envase de sucos

O segundo dia da Olimpíada do Conhecimento, nesta terça-feira (08/03), em Campo Grande, foi marcado por concentração absoluta dos atletas e foco nas tarefas. Não são poucos os afazeres que cada jovem competidor precisa cumprir, com o objetivo de ser o melhor do país na modalidade Controle Industrial. Afinal, está em jogo uma vaga para integrar a delegação brasileira que representará o país na WorldSkills 2022, em Shanghai, na China.

A missão de cada um dos seis participantes é colocar em funcionamento uma indústria em pequena escala. O processo industrial a ser simulado é o de envase de sucos. Os competidores terão de demonstrar conhecimentos avançados em automação e eletrotécnica, bem como utilizar ferramentas e softwares específicos.

As provas são divididas em quatro módulos: projeto de circuito; montagem da estrutura; programação; e detecção de falhas. Os atletas tiveram apenas uma hora para planejar no computador os circuitos e diagramas elétricos, que serão colocados em prática nos módulos seguintes. A montagem da estrutura é o módulo principal, para o qual serão reservadas 12 horas de trabalho.

Para o baiano Igor Emmanuel Costa de Oliveira, o início das disputas foi tranquilo. “O ambiente montado para nós atuarmos é calmo e amistoso, em nenhum momento me senti pressionado. O nível da prova está dentro do que a gente treinou. Todos aqui estão em um nível técnico e profissional muito bom, para desenvolver o trabalho da melhor forma possível”, disse.

O atleta do SENAI de Campo Grande, Luan Carlos de Aguiar Pereira, reconheceu que as provas vão exigir o máximo de cada competidor. “Será uma semana bastante difícil. A prova não é fácil, mas vamos dar o melhor de nós para conseguir um bom resultado”, afirmou.

Medalhista de ouro na WorldSkills atua como avaliador da Olimpíada

Um dos avaliadores do torneio é o mineiro Lucas Fernando de Oliveira Santos. Ele detalha como será a atuação dos atletas na etapa de Campo Grande. “Eles serão responsáveis por realizar tarefas comuns do dia a dia da indústria. Instalar painéis, lançar cabos, verificar condições de segurança. Por fim, vão energizar a estrutura, que é como se colocasse a indústria para funcionar, e vão programar de acordo com a demanda do cliente. Conseguimos simular diversos aspectos, graças a sensores e motores que foram fornecidos igualmente a todos os competidores”.

Lucas conta no currículo com a medalha de ouro na edição 2017 da WorldSkills em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, competindo pela modalidade Controle Industrial. Na opinião do avaliador, todos os competidores que chegaram à etapa nacional da olimpíada são plenamente preparados para atuar na indústria. “Os processos que a gente utiliza na Olimpíada do Conhecimento são baseados na indústria. O treinamento não se iniciou há pouco tempo. Temos competidores que estão há três anos trabalhando. Há uma disputa intensa do mercado de trabalho para contar com esses competidores”, afirma.

As disputas continuam até sexta-feira (11/03), quando serão conhecidos os três melhores atletas do torneio. O evento reúne na sede do SENAI de Campo Grande as equipes de Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

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