Para presidente da Fiems, Brasil precisa rever política de preços de combustíveis

11 de março de 2022 Off Por Ray Santos
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Aumento no diesel e na gasolina traz impactos diretos nos custos de produção

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, manifestou preocupação com o reajuste nos preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras anunciado pela Petrobras nesta quinta-feira (10/03) e defendeu que a política de preços de combustíveis do Brasil seja revista. Com o aumento, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, enquanto o valor do diesel subirá de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro.

Segundo Longen, o aumento traz impactos diretos nos custos de produção e deverá ser repassado aos consumidores finais. “É preocupante o tamanho do aumento. É preocupante o tamanho de inflação hoje. Nós não temos outras saídas a não ser transferir esse aumento no preço final dos produtos, o que resultará em mais inflação e em redução do consumo”, afirmou.

Na avaliação o presidente da Fiems, é fundamental que a logística seja reavaliada. “O custo do óleo diesel no frete nesse momento é impossível de ser absorvido. Com certeza nós teremos as categorias prejudicadas, tanto na produção e como na logística. Mas o que não resolve nesse momento é barulho ou greve”, pontuou.

Ainda conforme o líder industrial, deve ser feita uma administração do problema na base. “Entendemos que precisamos de uma ação muito clara de alinhamento. A transferência do custo precisará ser feita e, desta forma, manter a logística funcionando em todo o País”, finalizou.

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