Pesquisa da FioCruz aponta hesitação de pais na vacinação dos filhos

26 de janeiro de 2022 Off Por Ray Santos
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Psiquiatra infantil comenta

De acordo com pesquisa feita pela FioCruz, 16,4% de pais de crianças entre 0 e 4 anos, 14,9% de pais de adolescentes e 12,8% de pais de crianças entre 5 e 11 anos apresentam hesitação sobre vacinar seus filhos contra a Covid-19.

Ao mesmo tempo, um estudo do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo revelou que quatro em cada dez crianças e adolescentes estão tendo diversos efeitos prolongados da Covid-19 nas 12 semanas seguintes à contaminação, mostrando que, assim como os adultos, crianças e adolescentes também podem sofrer os efeitos da chamada Covid-19 longa, o que inclui problemas graves, como miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e diabetes.

“O cenário ressalta a importância da vacinação nessa faixa etária, cabendo a reflexão sobre a responsabilidade dos pais em relação aos filhos e as consequências do descumprimento desse dever legal. Até porque diversos estudos já comprovaram a eficácia da vacinação, como o divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos (CDC), por exemplo, que concluiu que as vacinas e doses de reforço contra a Covid-19 continuam sendo eficazes contra as consequências graves da doença, incluindo a causada pela variante ômicron”, avalia a Dra. Danielle H. Admoni, psiquiatra da Infância e Adolescência na Escola Paulista de Medicina UNIFESP e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

“Essa hesitação compromete, inclusive, este momento de retorno às aulas presenciais. As crianças não podem mais ter sua rotina escolar interrompida. Desde o início da pandemia, cerca de 244 mil crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos estão fora das escolas no Brasil, segundo levantamento da organização Todos Pela Educação, em parceria com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) do segundo trimestre de 2021. O estudo registrou um crescimento de 171,1% na evasão escolar em relação a 2019. Além de comprometer o aprendizado, a pandemia afetou bruscamente a saúde mental dos estudantes. Vacinar crianças e adolescentes é sobre fortalecer a imunidade de rebanho, dar segurança ao retorno escolar presencial e, principalmente, proporcionar saúde física e mental aos jovens”, conclui Danielle Admoni.

Informações à imprensa

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Flávia Ghiurghi

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