Pesquisadores sequenciam o genoma do bicho mineiro do cafeeiro

15 de agosto de 2022 Off Por Ray Santos
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Avanço permitirá o desenvolvimento de bioprodutos para o controle da pior praga da cultura

Foto: Youtube/Google

Conhecimento permitirá o uso de ferramentas genéticas e bioprodutos capazes de reduzir ou substituir inseticidas químicos nas lavouras.

Com isso, ajudará a atender produtores de cafés convencionais e orgânicos.

Bicho mineiro é considerada hoje a praga mais disseminada nos cafezais em todo o mundo e provoca perdas que podem chegar a 70% da produção.

Controle químico tem provocado a seleção de linhagens mais resistentes dessa lagarta, tornando a prática cada vez menos eficaz.

Cientistas criaram protocolos para extração de DNA e RNA do inseto e desenvolveram método para determinar o seu sexo.

Considerada por produtores e cientistas a pior praga dos cafezais, o bicho mineiro (Leucoptera coffeella) está mais conhecido da ciência.

Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) acaba de anunciar a geração de dados do genoma completo desse inseto, responsável por comprometer a qualidade dos grãos e de gerar perdas entre 30% e 70% da produção. 

Até agora, um dos maiores obstáculos para o seu controle era a escassez de informações mais detalhadas sobre a sequência genômica do inseto-praga, uma minúscula mariposa de apenas um milímetro de comprimento.

Por isso, a dificuldade em driblar o mecanismo de resistência do bicho mineiro aos inseticidas disponíveis no mercado que, além de funcionarem apenas por uma ou duas safras (tempo suficiente para a praga se tornar resistente), acabam impactando o meio ambiente. 

Para conhecer melhor não só o comportamento da mariposinha, que na fase de lagarta devora uma planta inteira sem dificuldade, os pesquisadores passaram a trabalhar com os dados do genoma (conjunto completo dos genes da praga) e transcriptoma do inseto (genes em uso pelo inseto), analisando órgãos, tecido ou linhagem celular.

Essas informações permitirão, a partir de agora, estudos moleculares de genes alvo para controle da praga. 

Leia esta DIVULGAÇÃO na íntegra na página da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e do Observatório do Café e do Consórcio Pesquisa Café

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