Dois envolvidos foram presos na tarde de sábado
Tatiana Alves – RepĂłrter da Rádio Nacional
04/05/2025 – 18:14
BrasĂlia
© Reuters/Sergio Queiroz/Proibida reprodução
A PolĂcia Civil do Rio de Janeiro impediu um ataque de bomba com coquetĂ©is molotov durante o show da cantora Lady Gaga na Praia de Copacabana.
A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa neste domingo (4).

A ação era planejada na plataforma digital Discord e direcionada para o público LGBTQIA + presente à apresentação.
Foram identificados nove alvos em quatro estados: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e SĂŁo Paulo.
Dois envolvidos foram presos na tarde desse sábado (3) no Rio de Janeiro e um terceiro no Rio Grande do Sul, por porte ilegal de arma. Um adolescente de 17 anos foi apreendido também no Rio de Janeiro por armazenar pornografia infantil.
A diretora do Departamento Geral de PolĂcia da capital carioca, Raissa Celles, avalia que o trabalho silencioso da polĂcia tem feito a diferença e acrescenta que os pais precisam monitorar o que os filhos veem na internet.
“Investigações como essa demonstram que a polĂcia está atenta, que essas pessoas nĂŁo vĂŁo ficar impunes e trazem um alerta para os pais, que pensam que os filhos estĂŁo seguros em suas casas, mas precisam se preocupar em ver o que esses adolescentes estĂŁo consumindo de informação, de visualização. Acho que Ă© importante ter tambĂ©m essa conscientização das famĂlias.”
Outra informação divulgada na coletiva foi que um ataque com motivação religiosa contra a vida de um bebê estava sendo planejado.
O mentor, brasileiro, era um criminoso de 44 anos extraditado em 2025 dos Estados Unidos. A razĂŁo seria por achar que Lady Gaga era satanista.
Ele foi preso em Macaé, no norte fluminense, e encontrado graças ao monitoramento de plataformas digitais. O brasileiro vai responder por incitação ao crime e terrorismo.
Ainda na coletiva, a PolĂcia Civil informou que prendeu na Praia de Copacabana, no sábado, 16 pessoas com celulares roubados e que tambĂ©m estavam efetuando vendas para receptadores.
Foram apreendidos mais de 200 aparelhos, seis notebooks, máquinas de cartão e peças de smartphones que iam para o camelódromo da Rua Uruguaiana, no centro da cidade.
Os aparelhos estavam desbloqueados e serviram para abrir contas virtuais em nome de moradores de rua, usados como laranjas.
Esses moradores recebiam R$ 50 para cederem seus dados.
Os criminosos entĂŁo faziam movimentações nas contas para guardar valores subtraĂdos dos aplicativos de bancos instalados nos celulares das vĂtimas.

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Edição:
Leila dos Santos / RaĂssa Saraiva


