Polícia Militar Ambiental de Coxim autua empresa mato-grossense em R$ 21 mil devido a carga de 70 m³ de madeira ilegal apreendida pela PRF

4 de maio de 2022 Off Por Ray Santos
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Campo Grande, (MS) – Uma empresa transportadora, com domicílio jurídico em Várzea Grande (MT) foi autuada administrativamente pela PMA, por transporte ilegal de madeira. Os Policiais Militares Ambientais de Coxim foram acionados hoje (3) à tarde, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) desta cidade, que reteve um caminhão tractor, marca Volvo FH40 com reboques acoplados, carregados de madeira nativa serrada, com suspeita que estaria sendo transportada ilegalmente.

A PMA deslocou-se ao posto da PRF e juntamente com os Policiais Rodoviários, realizaram a cubagem da madeira e verificaram que o veículo, que fazia o percurso entre Nova Maringá (MT), onde fora carregado, para a cidade de São Paulo (SP), transportava madeira em excesso ao que constava na nota fiscal e na documentação ambiental. A madeira serrada da espécie Cambará em cortes de Viga, Caibro, Sarrafo e Prancha perfez 70,45 m³ e o Documento de Origem Florestal (DOF-GF3) constava apenas 33,71 m³, havendo excesso de 36,71 m³, ou seja, em desacordo com a documentação apresentada, o que se caracteriza crime.

O veículo e a madeira foram apreendidos pela PRF, que confeccionou um Termo Circunstanciado da Ocorrência (TCO). A equipe da Polícia Militar Ambiental autuou a empresa administrativamente e aplicou multa de R$ 21.135,00. Os responsáveis pela transportadora também responderão por crime ambiental e poderão pegar pena de seis meses a um ano de detenção.

Tem sido comum este tipo de apreensão de madeira advinda da região Norte do Brasil. Os madeireiros conseguem a guia para uma quantidade de madeira de desmatamentos legalizados, que geram crédito legalizado no sistema online do órgão ambiental e enviam a mais do que consta no documento de origem florestal (DOF), normalmente para não pagar a reposição florestal, ou para depois passar madeira ilegal, com o crédito que fica no sistema, por ter passado cargas com excesso. No caso desta carga, o excesso excedia a carga constante da documentação, o que daria para carregar outro caminhão com uma possível carga de desmatamento ilegal.

PMMS


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