Presidente da Fiems defende uso de biocombustíveis no Circuito Biogás nos Estados

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, participou nesta terça-feira (1º/04) da abertura do Circuito Biogás nos Estados – edição Mato Grosso do Sul.

O evento, sediado no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, tem como missão acelerar o desenvolvimento do setor de biogás e biometano no Estado, impulsionando novas oportunidades de negócios e promovendo debates de alto nível.

Autoridades governamentais, representantes da indústria, do setor agropecuário e especialistas do setor energético participaram do evento.

O líder empresarial destacou o papel ativo da indústria na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias que exploram o potencial das energias renováveis, como os biocombustíveis.

“Lá atrás, quando construímos o Instituto Senai de Inovação em Três Lagoas, acreditamos que seria possível um dia avançarmos no biogás e nos biocombustíveis em Mato Grosso do Sul.

Hoje isso é uma realidade. Estamos avançando a passos largo e os resultados estão acontecendo. Sempre defendi o gás como ferramenta de desenvolvimento do nosso Estado.

Esse gás que estamos discutindo hoje confirma esse progresso, e a indústria acima de tudo precisa de energia competitiva”, disse Longen.

Representando no evento o governador do Estado, Eduardo Riedel, o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, apontou que o grande potencial de geração de biometano está atualmente no setor sucroenergético.

Na visão do secretário, é necessário desenvolver novas tecnologias a partir do uso de matérias-primas disponíveis no segmento.

“O setor sucroenergético tem matéria-prima disponível, que é a torta, o bagaço e a vinhaça. Mas você pode fazer biogás de praticamente toda e qualquer matéria-prima vegetal ou resíduo industrial. A ideia aqui é a gente olhar para o mercado”, declarou Verruck.

De acordo com a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), Mato Grosso do Sul tem grande potencial de produção de biogás e de biometano, com capacidade estimada em mais de 7 milhões de metros cúbicos por dia, sendo que a produção nacional é de 840 mil metros cúbicos diários.

A presidente da ABiogás, Renata Isfer, detalha a base desse potencial energético no Estado.

“O principal potencial que a gente tem aqui vem do setor sucroenergético, seguido pelo setor agrícola de plantações, outros resíduos agrícolas.

Na sequência vem o potencial de proteína animal, principalmente de suínos, e para finalizar a parte de aterros sanitários.

Já existem algumas plantas em funcionamento, e vivemos o momento em que o setor vai começar a crescer bastante a partir de outras plantas que estão se instalando”, afirma Renata.

A diretora-presidente da MSGás, Cristiane Junqueira, chamou a atenção para a oportunidade de Mato Grosso do Sul se tornar protagonista nacional na geração de biogás.

Atualmente o Estado ocupa a oitava posição em volume de produção.

“Esse é um mercado incipiente. Em Mato Grosso do Sul nós temos apenas três plantas, sendo uma já autorizada e duas estão em tramitação de serem autorizadas, num total de uns 160 mil metros cúbicos por dia. Se os produtores rurais, o agro e a indústria começarem a ver o setor com bons olhos, não tenho dúvida de que nós podemos ser grandes protagonistas na produção de biometano e no uso do biometano”, disse Cristiane.

A programação prevê debates sobre temas-chave para a expansão do biogás em Mato Grosso do Sul, incluindo políticas públicas, incentivos financeiros, infraestrutura e integração com a Neoindustrialização 2024-2026.

Mesas-redondas discutem biogás e biometano como alternativas estratégicas para a transição energética e a descarbonização.

O Circuito Biogás é promovido pela ABiogás e pela Semadesc, com parceria da Fiems e da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul).

Fotos: FIEMS

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