PROGRAMAÇÃO ESPECIAL APRESENTA PARA TODO O PAÍS OS MELHORES FILMES INTERNACIONAIS DOS 10 ANOS DA MOSTRA ECOFALANTE

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL APRESENTA PARA TODO O PAÍS OS MELHORES FILMES INTERNACIONAIS DOS 10 ANOS DA MOSTRA ECOFALANTE

23 de maio de 2022 Off Por Danielsuzumura
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NA SEMANA DO MEIO AMBIENTE, RETROSPECTIVA EXIBE PELA PRIMEIRA VEZ DE FORMA ONLINE E GRATUITA 20 FILMES DE SUCESSO DO EVENTO 

* de 1º a 21/06, a programação especial da Semana do Meio Ambiente disponibiliza gratuitamente 20 longas internacionais 

* no evento, estão títulos vencedores do Oscar, como “A Enseada”, e premiados nos festivais de Berlim e Sundance, como “Sobre a Violência” e  “Máquinas”

* nos dias 3, 4 e 5/06, acontecem ainda sessões presenciais em avant-première do filme “Lixo Mutante”, no Centro Cultural São Paulo; todas elas são seguidas de discussões

* a programação inclui ainda dois debates online, nos dia 2 e 9 de junho, que discutem respectivamente os 30 anos da Rio 92 e o futuro dos festivais de cinema a partir da retomada pós-pandemia

* evento é uma prévia da mostra principal, que acontece de 27 de julho a 18 de agosto

Considerado o mais importante festival sul-americano dedicado às temáticas socioambientais, a Mostra Ecofalante de Cinema (cuja 11ª edição acontece de 27 de julho a 18 de agosto), apresenta em junho uma retrospectiva especial com 20 títulos de destaque exibidos nas dez primeiras edições do festival. O evento, que é totalmente gratuito, tem o objetivo de celebrar a Semana do Meio Ambiente, que oficialmente é comemorada na primeira semana de junho. 

De 1º a 21 de junho, a Mostra Ecofalante – Especial Semana do Meio Ambiente disponibiliza sua programação de forma online e acessível em todo o Brasil através do site ecofalante.org.br

No total, estão reunidos online 20 longas-metragens produzidos entre 2009 e 2021 e ainda um documentário inédito, “Lixo Mutante”,  de Dani Minussi e Adriano Caron, que é exibido em avant-première nos dias 3, 4 e 5 de junho, às 19h30, no Centro Cultural São Paulo, com entrada franca. Após as exibições são realizadas discussões com o público. O filme discute a questão dos resíduos sólidos através de entrevistas e performance, além de propor novas relações entre sociedade, indivíduo e lixo.

A programação traz ainda, nos dias 2 e 9 de junho, dois debates online, que são transmitidos pelo canal da Mostra Ecofalante no YouTube (youtube.com/mostraecofalante). O primeiro deles trata da efeméride de 30 anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Rio-92, e dos 50 anos do Relatório “Limites para o Crescimento”, também conhecido como “Relatório Meadows”, que foi o primeiro grande alerta da ciência para o fato de que o modo de vida da civilização ocidental não poderia ser sustentado pelos recursos planetários no longo prazo. Já o debate do dia 9 de junho, que reúne cineastas e diretores de festivais, discute o futuro dos festivais de cinema a partir da retomada pós-pandêmica. 

Na programação de abertura do evento, em 1º/06, são apresentadas duas produções que causaram forte impacto junto ao público da Mostra Ecofalante de Cinema. O vencedor do Oscar de melhor documentário de longa-metragem “A Enseada” (2009) mostra como um grupo de ativistas, liderados por um treinador de golfinhos e utilizando equipamentos de última geração, se infiltra em uma enseada escondida no Japão, trazendo à tona um segredo sombrio e mortal. Dirigido pelo norte-americano Louie Psihoyos, o longa conquistou ainda o prêmio do público para documentários no Festival de Sundance, entre dezenas de outras premiações.

Por sua vez, o espetacular “Era Uma Vez Uma Floresta” (2013), do francês Luc Jacquet (vencedor do Oscar por “A Marcha dos Pinguins”), nos introduz aos segredos e tesouros contidos numa floresta tropical. Através de belíssimas animações sobrepostas em cenários reais, somos convidados a testemunhar como nasce uma floresta tropical. Aqui, se documenta o crescimento de uma floresta, em uma jornada nas profundezas da selva tropical. Trata-se de um convite para um mundo de maravilhas naturais e beleza surpreendente. O filme fornece uma completa imersão sensorial no esplendor primitivo de um dos mais ricos mistérios da natureza, convocando o público a entrar, descobrir e se maravilhar com um universo de tesouros incalculáveis, enquanto une sua voz à crescente consciência da necessidade de preservar nosso mundo. A obra foi indicada ao prêmio César (o “Oscar” do cinema francês) na categoria de melhor documentário.

Do mesmo diretor de “Era Uma Vez Uma Floresta“, a programação da Mostra Ecofalante – Especial Semana do Meio Ambiente traz também “O Céu e A Geleira” (2015), filme selecionado para o Festival de Cannes. Desta vez, o cineasta se debruça sobre a trajetória de Claude Lorius, que passou a estudar o gelo antártico em 1957. A história da glaciologia ganha vida através de paisagens de tirar o fôlego e nas emoções evocadas, resultando em uma aventura científica profundamente humana.

No britânico Trashed – Para Onde Vai Nosso Lixo?” (2012), de Candida Brady, o ator vencedor do Oscar Jeremy Irons se propõe a descobrir a extensão e os efeitos do problema global do lixo enquanto viaja ao redor do mundo para destinos contaminados pela poluição. O filme teve première no Festival de Cannes e venceu o prêmio especial no Festival de Tóquio.

Partindo do mau-cheiro de um pijama infantil, o diretor Jon J. Whelan promove em Cheirando Mal” (2015) uma divertida, esclarecedora e às vezes quase absurda jornada entre varejistas, laboratórios, empresários e o Congresso norte-americano. Exibido em mais de 25 festivais pelo mundo, o filme recebeu diversos prêmios, incluindo o de melhor documentário no Festival de Cinema de Memphis e de melhor filme ambiental nos festivais de Sedona e Atlanta (EUA).

De forma descontraída, Bag It” (2010), de Suzan Beraza, acompanha um ativista em uma viagem pelo planeta, em uma investigação sobre os efeitos do plástico nos rios, oceanos e até nos corpos humanos. A obra foi vencedora do prêmio do público no Festival de Cinema Independente de Ashland (EUA).

Selecionado para o Festival de Sundance e premiado no Festival de Berlim, “Sobre a Violência” (2014), de Göran Hugo Olsson, aborda o neocolonialismo atual a partir de materiais de arquivo recém-descobertos sobre a luta pela libertação do domínio colonial e da leitura de trechos do livro “Os Condenados da Terra”, de Frantz Fanon.

Eleito melhor documentário nos Prêmios Goya – a premiação mais importante do cinema espanhol –, o longa “Frágil Equilíbrio” (2016), de Guillermo García López, cruza três histórias de três continentes, articuladas pelas palavras de Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai. O filme trata de questões universais que ameaçam a humanidade, questionando as bases do mundo em que vivemos.

A produção austríaca “Safári” (2016), de Ulrich Seidl, causou impacto em audiências de diversos países ao traçar um perturbador retrato da natureza humana. Ele acompanha turistas ricos europeus em safáris para matar espécies muitas vezes ameaçadas de extinção. Com estreia no Festival de Veneza, o filme foi selecionado para mais de 40 eventos pelo mundo, incluindo os festivais de Roterdã, Toronto e CPH:DOX – Festival de Documentários de Copenhagen.

Longa-metragem de estreia da premiada cineasta alemã Cosima Dannoritzer, “A Conspiração da Lâmpada” (2010) lembra que houve um tempo em que bens de consumo eram feitos para durar. E revela que, em 1920, um grupo de empresários percebeu que quanto mais seus produtos durassem, menos eles lucravam, decidindo então reduzir a vida útil dos produtos para aumentar as vendas. O filme foi laureado em eventos na Espanha e na China e sua diretora assina também outros títulos já exibidos em diferentes edições da Mostra Ecofalante de Cinema, como “Ladrões do Tempo” (2018) e “A Tragédia do Lixo Eletrônico” (2014).

Elogiado por sua exuberância visual e vencedor do prêmio de melhor documentário canadense no Festival de Vancouver, “Antropoceno – A Era Humana”, de Jennifer Baichwal, Nicholas de Pencier e Edward Burtynsky, percorre seis continentes e 20 países para documentar o impacto causados pelos humanos no planeta. 

Dois dos longas-metragens programados são assinados pelo diretor suíço Markus Imhoof. Selecionado para o Festival de Locarno, “Mais Que Mel” (2012) investiga o desaparecimento de abelhas ao redor do globo, penetrando no fascinante mundo desses animais. Por sua vez, premiado no Festival de Berlim, “Eldorado” (2018) discute a atual crise de refugiados e revela a forma como eles vêm sendo  tratados nos dias de hoje no Mar Mediterrâneo, no Líbano, na Itália, na Alemanha e na Suíça. 

No dinamarquês “A Escala Humana”, produção selecionada para o reputado festival CPH:DOX – Festival de Documentários de Copenhagen, o diretor Andreas M. Dalsgaard documenta como cidades modernas repelem a interação humana. 

“Máquinas” (2017), de Rahul Jain, se passa em uma gigantesca fábrica têxtil na Índia, dando foco à vida dos trabalhadores, o sofrimento e o ambiente de onde eles dificilmente podem escapar. O longa venceu o prêmio de melhor documentário da mostra World Cinema do Festival de Sundance.

Dirigido pelo norte-americano Andrew Morgan (da série “Untold America with Andrew Morgan”), “O Verdadeiro Preço” (2015) teve première no Festival de Cannes e explora o impacto sistema alimentar, tratando de temas como perda de solo, falta de água, emergência climática e pesticidas, além de dar visibilidade a pessoas que estão determinadas a resolver o problema.

A produção de celulares é relacionada à guerra civil da República Democrática do Congo, considerada o conflito mais sangrento desde a Segunda Guerra Mundial, no documentário dinamarquês “Sangue no Celular” (2010), de Frank Piasecki Poulsen. Contemplado nos Cinema for Peace Awards (Alemanha), o filme revela como as fábricas desses aparelhos estão indiretamente financiando o conflito. 

“Golpe Corporativo” (2018), de Fred Peabody, investiga como corporações e bilionários foram capazes de assumir gradualmente o controle do processo político nos Estados Unidos e em outros lugares. O “golpe de estado corporativo” que começou há 45 anos destruiu a vida de dezenas de milhões de norte-americanos que não conseguem mais encontrar trabalho que forneça um salário digno, amaldiçoados a viver em pobreza crônica. A obra foi selecionada para os festivais de documentário IDFA-Amsterdã e Hot Docs (Canadá).

A incrível jornada de três jornalistas holandeses que tentaram persuadir grandes corporações a acabar com o uso do trabalho infantil na indústria do chocolate é retratada pela diretora Benthe Forrer em “O Caso do Chocolate” (2016), resultando em um filme de ritmo acelerado, engraçado e inspirador. A obra circulou em festivais na Europa e nos Estados Unidos.

Dirigido pelo norte-americano Matt Wechsler, Sustentável” (2016) foi exibido em mais de 40 festivais ao redor do mundo e venceu o Prêmio Humanitário no Accolade Global Film Competition de 2016. O filme investiga a instabilidade econômica e ambiental de nosso sistema alimentar, revelando os problemas ligados à exploração agrícola – perda de solo, falta de água, emergência climática, pesticidas. 

Segundo o diretor do evento, Chico Guariba, “a Mostra Ecofalante de Cinema completou dez anos em 2021 e é o festival que mais cresce no país. Nessa programação especial da Semana do Meio Ambiente, fizemos uma seleção de alguns dos filmes internacionais mais importantes que passaram pela Mostra, inicialmente exibidos em São Paulo, com o intuito de levá-los agora a todo o Brasil”. 

A Mostra Ecofalante – Especial Semana do Meio Ambiente é uma realização da ONG Ecofalante. Apresentado pelo Ministério do Turismo, Valgroup e Ecofalante, o evento conta com patrocínio da Mercado Livre e da Spcine. A iniciativa tem apoio da White Martins e Comerc Energia. 

Criada em 2012, a Mostra Ecofalante de Cinema ampliou e definiu novos parâmetros para este tipo de iniciativa, colocando em discussão – além de biodiversidade, emergência climática, contaminação e povos originários – temas relacionados à vida nas cidades, ativismo, alimentação, consumo, economia, trabalho e saúde. Sua 11ª edição acontece de 27 de julho a 18 de agosto.

serviço:

Mostra Ecofalante – Especial Semana do Meio Ambiente 

de 1º a 21 de junho de 2022

gratuito

online:

ecofalante.org.br

youtube.com/mostraecofalante  

presencial:

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000, Paraíso – São Paulo

realização: Ecofalante

direção: Chico Guariba

apresentação: Ministério do Turismo, Valgroup e Ecofalante

patrocínio: Mercado Livre e Spcine

apoio: White Martins e Comerc Energia

Redes Sociais

www.instagram.com/mostraecofalante 

www.facebook.com/ecofalante 

www.twitter.com/mostraeco 

www.youtube.com/mostraecofalante 

PROGRAMAÇÃO ONLINE DE FILMES [ecofalante.org.br]

1 a 7 de junho

* “A Enseada” (92 min) – Louie Psihoyos

1 a 14 de junho

* “Era Uma Vez Uma Floresta” (78 min) – Luc Jacquet

2 a 15 de junho

* Trashed – Para Onde Vai Nosso Lixo?” (97 min) – Candida Brady

* “A Conspiração da Lâmpada” (75 min) – Cosima Dannoritzer

3 a 16 de junho

* “O Céu e A Geleira” (89 min) – Luc Jacquet

4 a 17 de junho

* “Sangue no Celular” (82 min) – Frank Piasecki Poulsen

roupas 

5 a 8 de junho

* “Antropoceno – A Era Humana” (87 min) – Jennifer Baichwal, Nicholas de Pencier e Edward Burtynsky

5 a 8 de junho

* “Mais Que Mel” (95 min) – Markus Imhoof

5 a 18 de junho

* Bag It” (74 min) – Suzan Beraza

6 a 19 de junho

* Sustentável” (92 min) – Matt Wechsler

7 a 20 de junho

* Cheirando Mal” (95 min) – Jon J. Whelan

8 a 21 de junho

* “O Caso do Chocolate” (91 min) – Benthe Forrer

9 a 21 de junho

* “Golpe Corporativo” (90 min) – Fred Peabody

10 a 13 de junho

* “Máquinas” (71 min) – Rahul Jain

11 a 14 de junho

* “A Escala Humana” (83 min) – Andreas M. Dalsgaard

12 a 18 de junho

* “Safári” (90 min) – Ulrich Seidl

13 a 19 de junho

* “O Verdadeiro Preço” (92 min) – Andrew Morgan

14 a 18 de junho

* “Sobre a Violência” (85 min) – Göran Hugo Olsson

15 a 21 de junho

* Frágil Equilíbrio” (81 min) – Guillermo García López

16 a 20 de junho

* “Eldorado” (91 min) – Markus Imhoof

PROGRAMAÇÃO PRESENCIAL [Centro Cultural São Paulo]

3, 4, 5 de junho, às 19h30

* Lixo Mutante (67 min) – Dani Minussi e Adriano Caron

PROGRAMAÇÃO ONLINE DOS DEBATES [youtube.com/mostraecofalante]

2 de junho, às 19h00

* “Rio+30 e Limites do Crescimento”

9 de junho, às 19h00

* “O Futuro dos Festivais no Contexto Pós-pandêmico”

DADOS SOBRE OS FILMES

* “A Conspiração da Lâmpada” (“The Light Bulb Conspiracy”, França/Espanha, 2010, 75 min) – Cosima Dannoritzer
A obsolescência programada é um mecanismo que provoca o encurtamento da vida de um produto para garantir uma demanda contínua. Ela está no âmago da sociedade de consumo, movida pelo desperdício. A economia moderna, baseada no crescimento econômico, conseguiria se sustentar sem a obsolescência programada? Essa é uma das questões chave colocada pelo filme.

Vencedor do prêmio de melhor documentário televisivo nos Ondas Awards (Espanha); melhor filme sobre ciência, tecnologia ou educação no Festival de Documentários de Guangzhou (China).

* “A Enseada” (“The Cove”, EUA, 2009, 92 min) – Louie Psihoyos

Nos anos 1960, Richard O’Barry era a autoridade mundial máxima em treinamento de golfinhos, trabalhando nas filmagens do popular seriado televisivo “Flipper”. Dia após dia, ele mantinha os golfinhos trabalhando e a audiência sorrindo. Até o dia em que tudo aquilo se tornou uma tragédia. Esta é a incrível história de como o diretor Psihoyos, O’Barry e uma elite de ativistas, cineastas e mergulhadores embarcaram em uma missão secreta para entrar em uma enseada escondida no Japão, trazendo à tona um segredo sombrio e mortal. 

Vencedor do Oscar de melhor documentário de longa-metragem e outras 39 premiações internacionais, entre elas o prêmio do público para documentários no Festival de Sundance e prêmio do público nos festivais de Seattle, IDFA-Amsterdã e Hot Docs (Canadá).

* “A Escala Humana” (“The Human Scale”, Dinamarca, 2012, 83 min) – Andreas M. Dalsgaard

Viver em uma megacidade é tão encantador quanto problemático. Hoje enfrentamos crise climática, solidão e diversos problemas de saúde devido ao nosso estilo de vida. Mas por quê? O arquiteto e professor dinamarquês Jan Gehl estudou o comportamento humano em cidades ao longo de 40 anos e mostra, neste filme, a importância de incluirmos as necessidades humanas nos projetos urbanos.

Selecionado para o CPH:DOX – Festival de Documentários de Copenhagen.

* “Antropoceno – A Era Humana” (“Anthropocene: The Human Epoch”, Canadá, 2018, 87 min) – Jennifer Baichwal, Nicholas de Pencier e Edward Burtynsky

Cientistas argumentam que o Holoceno deu lugar a uma nova era geológica em meados do século 20: o Antropoceno. O filme nos transporta às mais diversas regiões do planeta, evidenciando os profundos e duradouros impactos da ação humana na Terra.

Vencedor do prêmio de melhor documentário canadense no Festival de Vancouver.

* Bag It” (“Bag It”, EUA, 2010, 74 min) – Suzan Beraza

O plástico está em todos os lugares e invade nossas vidas de maneiras inimagináveis e assustadoras. Neste descontraído documentário, acompanhamos um ativista embarcando em uma turnê global para desmascarar as complexidades do nosso mundo plastificado. Sua investigação nos leva a refletir sobre os efeitos do plástico em nossos rios, oceanos e até em nossos corpos. 

Vencedor do prêmio do público no Festival de Ashland (EUA).

* Cheirando Mal” (“Stink!”, EUA, 2015, 95 min) – Jon J. Whelan

O mau-cheiro de um pijama infantil leva o diretor por uma jornada entre varejistas, laboratórios, empresários e aos salões do Congresso americano. O filme acompanha sua jornada pelos chocantes segredos da indústria química.

Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cinema de Memphis e de melhor filme ambiental nos festivais de Sedona e Atlanta (EUA).

* “Eldorado” (“Eldorado”, Alemanha/Suíça, 2018, 91 min) – Markus Imhoof

Durante a Segunda Guerra Mundial, a família do diretor Markus Imhoof acolheu uma garota italiana como parte de um programa da Cruz Vermelha. É dessa experiência que ele parte para discutir a atual crise de refugiados. O que o filme nos mostra é o retrato de uma tragédia humana causada por desequilíbrios econômicos que transformaram os países europeus em verdadeiros Eldorados para cidadãos de países economicamente menos desenvolvidos. 

Vencedor de menção honrosa do Prêmio da Anistia Internacional no Festival de Berlim; Prêmio Transpondo Fronteiras no Festival de Palm Springs (EUA); prêmio de melhor fotografia nos Prêmios do Cinema Suíço.

* “Era Uma Vez Uma Floresta” (“Il Était Une Fois Une Forêt”, França, 2013, 78 min) – Luc Jacquet

O filme acompanha o trabalho e as reflexões do botânico Francis Hallé em torno da importância da biodiversidade e da manutenção do ciclo de vida nas florestas. O documentário propõe ainda uma imersão sensorial no mundo das plantas. 

Indicado na categoria de melhor documentário nos Prêmios César (França).

* Frágil Equilíbrio” (“Frágil Equilíbrio”, Espanha, 2016, 81 min) – Guillermo García López

O filme entrelaça depoimentos de três grupos de trabalhadores de diferentes continentes: executivos japoneses presos em um ciclo vicioso de trabalho exaustivo e consumismo, uma comunidade subsaariana que arrisca sua vida diariamente para chegar à Europa e famílias espanholas que foram despejadas devido à crise econômica de 2008. Entre uma história e outra, o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, tece reflexões em torno da condição humana no mundo contemporâneo.

Eleito como melhor documentário nos Prêmios Goya (Espanha); exibido no festival IDFA-Amsterdã.

* “Golpe Corporativo” (“The Corporate Coup D’État “, Canadá/EUA, 2018, 90 min) – Fred Peabody

A história por trás do “golpe corporativo” que se deu muito antes das últimas eleições. Tal golpe seria a origem de muitos dos problemas na democracia atual, controlada por lobistas e pelo corporativismo. A obra acompanha as consequências desastrosas para os mais vulneráveis da sociedade, incluindo residentes das chamadas “zonas de sacrifício”, como o chamado Cinturão da Ferrugem (Estados Unidos), onde a indústria do aço já foi muito próspera, mas que hoje sofre com o fechamento de fábricas e a terceirização. Estão presentes ainda histórias devastadoras dos moradores de Camden, na Nova Jersey, que vêm sofrendo os efeitos de ideologias e políticas neoliberais, globalistas e corporativistas.

Exibido nos festivais IDFA-Amsterdã e Hot Docs (Canadá).

* “Lixo Mutante” (Brasil, 2022, 67 min) –  Dani Minussi e Adriano Caron

Documentário que convida a uma reflexão sobre a questão dos resíduos sólidos. Catadores, acadêmicos, ativistas e artistas, por meio de entrevistas e performance, apresentam possíveis caminhos para uma nova relação entre sociedade, indivíduo e lixo.

* “Mais Que Mel” (“More Than Honey”, Suíça/Alemanha/Áustria, 2012, 95 min) – Markus Imhoof

Procurando respostas para o declínio mundial de abelhas, o filme percorre diversos locais do mundo para investigar a interação entre os seres humanos e esses animais. Acompanhando desde produtores de amêndoas da Califórnia a um apicultor das montanhas suíças, passando por um neurocientista alemão que investiga o cérebro das abelhas, podemos nos dar conta do impacto de nossas atividades econômicas sobre a vida nas colmeias. 

Selecionado para o Festival de Locarno; vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Santa Barbara (EUA).

* “Máquinas” (“Machines”, Índia/Alemanha/Finlândia, 2017, 71 min) – Rahul Jain

A gigantesca fábrica têxtil indiana retratada no filme poderia muito bem ser o roteiro para um Inferno de Dante do século 21. Em um retrato provocador e ao mesmo tempo intimista, observamos a vida dos trabalhadores, seu sofrimento e o ambiente de onde eles dificilmente podem escapar, apresentando o enorme fosso entre ricos e pobres e suas perspectivas.

Vencedor do prêmio de melhor documentário da mostra World Cinema do Festival de Sundance; melhor documentário internacional no Festival de Zurique; prêmio da crítica internacional no Festival de Tessalônica (Grécia); prêmio de contribuição artística no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

* “O Caso do Chocolate” (“The Chocolate Case”, Holanda, 2016, 91 min) – Benthe Forrer

A maioria dos produtores de chocolate se beneficia de alguma forma do trabalho escravo infantil utilizado na colheita de cacau da África Ocidental. Cientes desse fato, três jornalistas holandeses embarcam em uma batalha de dez anos para revelar o lucrativo negócio do chocolate, tentando provar que é possível produzi-lo de maneira ética e sem trabalho escravo.

Exibido nos festivais de Cleveland (EUA) e Glasgow (Escócia).

* “O Céu e A Geleira” (“La Glace et Le Ciel”, França, 2015, 89 min) – Luc Jacquet

Documentário sobre o glaciologista Claude Lorius, que começou a estudar o gelo ártico em 1957. Por meio de belas imagens de arquivo, a obra acompanha sua trajetória desde as primeiras missões na Antártida. Graças às suas pesquisas e descobertas, foi revelada um pouco da história do planeta e de seu futuro, intrinsecamente ligado ao impacto das atividades humanas hoje.  

Exibido no Festival de Cannes. 

* “O Verdadeiro Preço” (“The True Cost”, EUA, 2015, 92 min) – Andrew Morgan

Um filme sobre o impacto do consumo de roupas no mundo. Há décadas, o preço das roupas tem diminuído, enquanto o custo ambiental de sua produção cresce drasticamente. Este documentário revela o que está por trás da indústria da moda e nos leva a questionar quem realmente paga o preço das roupas que usamos.

Exibido no Festival de Cannes.

* “Safári” (“Safari”, Áustria/Dinamarca, 2016, 90 min) – Ulrich Seidl

O diretor acompanha turistas alemães e austríacos em suas viagens de férias, caçando animais em safáris no continente africano. Alguns buscam troféus, outros, apenas diversão. Todos procuram uma maneira de legitimar suas próprias ações. Este filme é um perturbador retrato da natureza humana.

Selecionado para os festivais de Veneza, Toronto, Londres e CPH:DOX – Festival de Documentários de Copenhagen; vencedor do prêmio de melhor edição nos VG Bild-Kunst Award (Alemanha).

* “Sangue no Celular” (“Blood on The Mobile”, Dinamarca, 2010, 82 min) – Frank Piasecki Poulsen

O filme mostra um lado sombrio e sangrento da produção de um item essencial da vida moderna. Por meio da compra dos chamados “minerais de sangue”, necessários para a confecção de aparelhos celulares, as fábricas desses aparelhos acabam financiando indiretamente a guerra civil da República Democrática do Congo. A indústria mineradora ilegal é controlada por grupos armados e a guerra tende a continuar enquanto estes grupos seguirem financiando sua empreitada militar.

Vencedor do prêmio da categoria “justiça” nos Prêmios Cinema for Peace (Alemanha). 

* “Sobre a Violência” (“Om Våld”, Suíça/Dinamarca/Finlândia, 2014, 85 min) – Göran Hugo Olsson

Sobre a Violência resgata materiais de arquivo recém-descobertos que cobrem os momentos mais marcantes da luta pela libertação do domínio colonial. O documentário esmiúça os mecanismos de descolonização através de imagens entrelaçadas com trechos do livro “Os Condenados da Terra”, de Frantz Fanon. Escrito há mais de 50 anos, este texto seminal segue sendo uma ferramenta importante para entender e iluminar o neocolonialismo dos dias atuais, assim como a violência e as reações contra ela.

Vencedor do Prêmio Cinema Fairbindet no Festival de Berlim; selecionado para o Festival de Sundance; melhor documentário no Festival Films from the South de Oslo.

* Sustentável” (“Sustainable”, EUA, 2016, 92 min) – Matt Wechsler

Uma investigação sobre a instabilidade econômica e ambiental de nosso sistema alimentar, o filme aborda os problemas ligados à exploração agrícola – perda de solo, falta de água, emergência climática, pesticidas – e mostra a luta de pessoas que estão determinadas a resolver o problema. Este é um filme sobre a terra, aqueles que nela trabalham e o que precisa ser feito para preservar o mundo para as gerações futuras.

Vencedor do Prêmio Humanitário no Accolade Global Film Competition de 2016.

* Trashed – Para Onde Vai Nosso Lixo?” (“Trashed”, Reino Unido, 2012, 97 min) – Candida Brady

O filme apresenta os efeitos nocivos do lixo para a cadeia alimentar e para o meio ambiente, assim como seus impactos em nossa saúde. Da Islândia à Indonésia, o premiado ator Jeremy Irons conversa com cientistas, políticos e pessoas comuns cuja saúde e meios de subsistência foram afetados pela poluição causada pelos resíduos gerados pelas atividades humanas.

Selecionado para o Festival de Cannes; vencedor do prêmio especial no Festival de Tóquio.

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