Vibe coding: buscas online relacionadas à nova forma de programar crescem 124% em um ano. O que isso revela sobre o futuro da programação?


Pesquisas mais recentes da população, divulgadas à imprensa pela Locaweb, vão de dúvidas sobre o conceito a recomendações de ferramentas para tirar as ideias do papel

(Crédito: iStock)

Graças à inteligência artificial, já faz um tempo que desenvolver um site ou app deixou de significar ter de conhecer certas linguagens de programação. Isso porque, com o avanço da tecnologia, ferramentas de vibe coding passaram a transformar comandos via linguagem natural em código, tornando o desenvolvimento de software cada vez mais acessível, o que, por sua vez, têm gerado um grande interesse entre os brasileiros.

Um exemplo de tal curiosidade já aparece no comportamento digital da população: segundo o novo levantamento da Locaweb, especialista em hospedagem de sites e infraestrutura digital, pesquisas relacionadas ao termo “vibe coding” cresceram 124% nos últimos 12 meses, somando mais de 360 mil idas ao Google Brasil de Norte a Sul. 

O aumento das buscas online não se explica apenas por usuários leigos em torno da tecnologia, mas também pela necessidade do mercado de TI em atender a demandas rápidas com equipes cada vez menores. Em 2025, quando a pesquisa anual Stack Overflow Developer Survey questionou centenas de desenvolvedores, 84% dos entrevistados afirmaram utilizar ou pretender adotar ferramentas de IA no trabalho, um avanço em relação aos 76% registrados na edição anterior. 

Mas, afinal, diante da crescente popularização do vibe coding, que ferramentas têm concentrado os maiores volumes de buscas na internet? Aliás, quais são as principais dúvidas dos internautas sobre o conceito, difundido em 2025? Para responder a essas perguntas, a Locaweb analisou o interesse dos usuários dentro dos mecanismos de busca e reuniu as descobertas nos rankings abaixo:

Vibe coding: as principais dúvidas dos brasileiros no Google 

Criado por Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, em uma publicação na rede social X em 2025, o termo “vibe coding” rapidamente despertou a curiosidade dos profissionais de tecnologia e do público geral. De lá para cá, como acontece com novos movimentos e expressões que ganham popularidade, o Google tem sido uma das principais portas de entrada para quem busca tirar dúvidas, cujas respostas a Locaweb esclarecerá a seguir.

Afinal, o que é vibe coding?

A verdade é que, nos últimos anos, a forma de programar vem mudando rapidamente, e o interesse pelo tema, como imaginado, acompanha esse movimento. Não por acaso, as buscas online pelo termo “o que é vibe coding?” cresceram 313% nos últimos 12 meses, refletindo a curiosidade tanto de desenvolvedores quanto de pessoas sem experiência em programação sobre esse novo método de desenvolver. 

Em português, o termo pode ser interpretado como “codificação pela intenção” ou “programar pela vibe”, embora a expressão original em inglês seja a mais utilizada no contexto tecnológico. 

Na prática, estamos falando de um tipo de desenvolvimento em que a inteligência artificial transforma instruções em linguagem natural (prompts) em códigos. Nesse processo, o desenvolvedor descreve o problema ou objetivo, avalia as respostas geradas pela ferramenta, envia eventuais erros de volta para a IA e repete o ciclo até chegar ao resultado esperado. 

A principal diferença em relação ao uso tradicional de copilotos de IA está na forma de interação: em vez de apenas sugerir ou completar trechos de código, a ferramenta passa a atuar como uma parceira de programação, em um processo semelhante ao pair programming, alternando entre ideação, geração e testes.

É importante destacar que não existe uma única inteligência artificial considerada a melhor para o vibe coding, já que a escolha depende do objetivo do usuário e do tipo de projeto desenvolvido. 

Outro ponto importante é que, apesar da automação, a participação humana continua sendo  essencial. O usuário deve revisar o código gerado, executar testes e validar se a solução atende aos requisitos do projeto. A inteligência artificial pode acelerar o desenvolvimento e sugerir caminhos, mas a qualidade da entrega continua dependendo da capacidade de quem conduz o projeto de avaliar, ajustar e evoluir as soluções criadas.  

“A popularização do vibe coding não é só uma mudança na forma de programar, mas também um salto na demanda por infraestrutura. Cada aplicação gerada por IA precisa rodar em algum lugar, com nuvem escalável, deploy ágil e capacidade computacional sob demanda” comenta Patrice Ramos, Diretor de Produtos e Engenharia na Locaweb. “Por isso, soluções como o Locaweb Cloud se tornam cada vez mais relevantes: permitem que desenvolvedores foquem na criação de aplicações que gerem valor, em vez de gastar tempo com manutenção de infraestrutura”, conclui.  

Quais são as ferramentas de vibe coding mais populares entre os brasileiros? 

À medida que o vibe coding se consolida como uma nova forma de desenvolver com o auxílio da IA, cresce também o interesse dos brasileiros por plataformas que tornem esse processo mais prático no dia a dia. 

Um bom exemplo desse movimento é a procura online pelo Claude, assistente de inteligência artificial utilizado em fluxos de vibe coding para gerar, revisar e aprimorar códigos por meio de conversas em linguagem natural. Líder do ranking, a plataforma registrou um crescimento de 1.567% nas buscas online nos últimos 12 meses, ultrapassando a marca de 13.8 milhões de pesquisas. 

O interesse, no entanto, não se concentra em uma única plataforma: o levantamento mostra que o ecossistema de ferramentas voltadas ao vibe coding vem se expandindo rapidamente. Além do Claude, soluções como o Lovable (4.4 milhões de buscas) e o Google AI Studio (3.9 milhões) também estão entre as mais procuradas pelos brasileiros. 

O ranking inclui ainda o Base 44 (1.93 milhão), n8n (1.92 milhão), Supabase (1.3 milhão), Cursor (1.1 milhão) e Google Antigravity (826 mil), um reflexo da crescente adoção da inteligência artificial como aliada no desenvolvimento de software. 

Cursos de vibe coding

Para aprimorar ou desenvolver esse estilo de programação, muitos profissionais recorrem a cursos especializados, o que fez com que, nos últimos 12 meses, a busca pelo termo “cursos de vibe coding” tenha crescido 256%.

Na prática, esses cursos ensinam a dominar técnicas de desenvolvimento com auxílio de LLMs, permitindo programar mais rápido e criar aplicações completas com o suporte de ferramentas de inteligência artificial. 

Entre os principais aprendizados está justamente a elaboração de bons prompts. Em vez de pedidos genéricos, é recomendado informar detalhes como linguagem de programação, formato dos dados, comportamento esperado e critérios de validação. Quanto mais contexto for oferecido, maior a chance de obter uma solução próxima da necessidade inicial. 

O objetivo final é tornar os participantes mais produtivos e criativos na construção de soluções de software, capazes de transformar ideias em código funcional de forma rápida e eficiente.

“Mais do que acompanhar uma tendência, o avanço do vibe coding mostra que estamos entrando em uma nova etapa do desenvolvimento de software, em que a criatividade, inteligência artificial e infraestrutura caminham juntas. Para a Locaweb, fazer parte dessa conversa significa compreender essas transformações e desenvolver soluções que acompanhem as novas necessidades de desenvolvedores e empresas”, conclui Ramos. 

Metodologia

Para compreender o interesse por vibe coding nos mecanismos digitais, foram analisadas as pesquisas realizadas no Google durante os últimos doze meses, considerando o período de julho de 2025 a julho de 2026.

A investigação foi pautada por expressões como “vibe coding” e suas variações, abrangendo todas as buscas relativas ao segmento nas cinco regiões nacionais. Em seguida, as ferramentas e dúvidas foram dispostas em um ranking baseado no volume total de buscas ao longo do último ano. 

Sobre a Locaweb 

Uma das primeiras empresas de hospedagem de sites do Brasil, a Locaweb, cuja sede se encontra em São Paulo, está à ativa no mercado de tecnologia há 27 anos. Por meio de serviços como registro de domínios, criação de email profissional e soluções de computação na nuvem, a empresa, referência no segmento no Brasil e na América Latina, conta com uma base de mais de 280 mil clientes de diversas regiões.

Desde 2022, integra a LWSA — ecossistema de soluções digitais para empresas de diferentes portes e níveis de desenvolvimento. Dentre os serviços estão plataforma de e-commerce, ERP, integração com marketplace, PDV, recorrência, geração de leads, crédito e logística, entre outros.

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