Nos primeiros seis dias de agosto, três mulheres foram mortas
Evelyn Mendes – 06/08/2026 – 14:03 – Local onde mulher foi morta a facadas. (Foto: Reprodução/Rio Verde News)
Uma mulher morta a cada dez dias. Esse é o cálculo trágico que escancara a violência de gênero em Mato Grosso do Sul neste ano. Na madrugada desta quinta-feira (6), o Estado atingiu a marca de 21 feminicídios em 2026, uma média de quase três mortes por mês. O caso mais recente ocorreu no último dia 5, em Paranhos, marcando o segundo crime registrado em agosto.
Por trás dessa estatística que segue aumentando nas delegacias e nos plantões policiais, há nomes, histórias interrompidas e famílias destruídas por pretextos fúteis. “Ciúmes” ou “inconformismo com o término” continuam aparecendo nos registros policiais como justificativas para os crimes.
Diferentemente de outros crimes letais, o feminicídio raramente acontece sem aviso. Ele é o ponto final de uma escalada de violência que, na maioria das vezes, instala-se no silêncio de casa.
Uma morte a cada dez dias em Mato Grosso do Sul expõe a complexidade de uma situação que só cresce, tornando o ambiente mais inseguro para as mulheres.
Nas investigações da Polícia Civil, o perfil dos autores se repete: na maioria das vezes, são companheiros ou ex-parceiros. Homens que não aceitam o fim do relacionamento e transformam a rejeição em um ato de violência, encarando a decisão da mulher como uma afronta que deve ser combatida com a morte.
Feminicídios em 2026 em MS:
- Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
- Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
- Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro;
- Beatriz Benevides (Três Lagoas) – 25 de fevereiro;
- Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março;
- Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março;
- Ereni Benites (Paranhos) – 8 de março;
- Fátima Aparecida da Silva (Selvíria) – 23 de março;
- Marlene de Brito Rodrigues (Campo Grande) – 6 de abril;
- Vera Lúcia da Silva (Eldorado) – 12 de abril;
- Zelita Rodrigues de Souza (Mundo Novo) – 30 de abril;
- Fabíola Marcotti (Campo Grande) – 18 de maio;
- Maria do Carmo de Souza (Naviraí) – 28 de junho;
- Paula de Souza Conceição (Fátima do Sul) – 11 de julho;
- Rosenilda de Oliveira Candelario (Nioaque) – 17 de julho;
- Terezinha Nantes de Arruda (Campo Grande) – 27 de julho;
- Ana Carolina Goes (Água Clara) – 30 de julho;
- Adrielle Encarnação Rodrigues (Corumbá) – 31 de julho;
- Rose Batista Cabreira (Dourados) – 2 de agosto;
- Adriana Barrios (Paranhos) – 5 de agosto;
- Nathalia Rodrigues Nogueira (Rio Verde de Mato Grosso) – 6 de agosto.
Estado violento
De acordo com o Anuário da Violência Pública, divulgado no dia 23 de julho, Mato Grosso do Sul ocupa o 4º lugar no ranking de casos de feminicídio no Brasil.
Os dados são referentes aos registros de 2025. Com esse número, MS aumentou em 4% os casos em relação ao ano de 2024. Isso porque, em 2024, foram 34 casos de feminicídio, ante 39 casos em 2025.
Nacionalmente, foram 1.571 feminicídios em 2025.
Midiamax
Continue sempre bem informado acessando nossos portais:
- Jornal Dia Dia – Sua fonte confiável para as melhores notícias e artigos úteis. Fique por dentro dos acontecimentos mais importantes, dicas práticas e conteúdos de qualidade.
- Jornal Brasil Regional (JBR) – O pulso do país em tempo real. Notícias nacionais, regionais e internacionais com ética e credibilidade.
- Castilho Notícias (News) – O seu diário local com cobertura de Castilho e Região (SP). Jornalismo com credibilidade.
- Casa e Jardim – Dicas exclusivas sobre decoração, jardinagem, arquitetura, DIY, reformas e muito mais. Tendências, soluções práticas e ideias criativas para todos os estilos e orçamentos.
- B10 Brasil – As principais notícias, análises e insights sobre negócios, economia e soberania nacional. Conectando o Brasil ao mundo com inteligência e estratégia.


