Chefe da PF de MS e mais 26 superintendentes assinam nota em defesa de Andrei após crise com STF

O ministro do STF André Mendonça tomou medidas que desagradaram ao diretor-geral da PF

Mariana Viana – 07/08/2026 – 09:21 – O diretor da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro do STF André Mendonça. (Foto: Montagem/Andressa Anholete, Agência Senado e Felipe Sampaoli, STF)

Os 27 superintendentes regionais da PF (Polícia Federal) assinaram nota pública em defesa da credibilidade da instituição, nesta quinta-feira (6). O documento surge em meio ao atrito da PF e do seu diretor-geral, Andrei Rodrigues, com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça sobre o escândalo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A nota pública afirma que a PF não segue interesses “políticos, ideológicos ou pessoais”, e sim o estrito cumprimento da lei. “Para o adequado exercício de sua missão constitucional, é indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades institucionais”, completa.

O documento também pontua que as críticas legítimas fazem parte do estado democrático de direito. Mas a desconfiança na credibilidade em que a sociedade investe nas instituições governamentais não é benéfica.

“Nesse contexto, os 27 Superintendentes Regionais da Polícia Federal vêm a público reafirmar sua confiança na Direção da Polícia Federal e seu compromisso com a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público, bem como com a preservação de uma Polícia Federal forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional”, finaliza o texto.

Desconfiança na Polícia Federal

A PF acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para medida jurídica contra a decisão do ministro do STF, André Mendonça, na última semana. O magistrado determinou que a PF deveria ligar aos autos do processo todas as informações e perícias na íntegra, além de informar qualquer afastamento na equipe.

O gabinete do ministro definiu isso após a mudança da coordenação responsável pelo inquérito no INSS na PF, em maio. Mendonça também havia determinado que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não estivesse presente no caso nem recebesse as informações.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que não interfere em inquéritos desde que se tornou delegado. (Foto: José Cruz, Agência Brasil)

O caso do INSS envolve Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele é investigado por ligação com Antônio Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’.

*Com informações do Metrópoles e da CNN Brasil.

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