Titular da pasta da Integração e do Desenvolvimento Regional falou sobre a importância de que a população esteja pronta para responder de modo adequado à ferramenta de envio de alertas de emergências do Governo Federal
Objetivo do Defesa Civil Alerta é complementar outras ferramentas de alertas de emergência disponíveis para prevenção e mitigação dos impactos causados por desastres. Foto: Diego Campos / Secom-PR
Ao participar nesta quinta-feira (18/6) do programa Bom Dia, Ministro, Waldez Góes, titular da pasta da Integração e do Desenvolvimento Regional, afirmou que é preciso que os brasileiros adotem, cada vez mais, o que ele chamou de cultura do risco para estarem prontos a responder de forma adequada aos alertas referentes a eventos climáticos extremos.
“Nós dependemos de toda a participação local e nacional nessa integração para fortalecermos o que a gente tem chamado de ‘cultura do risco’. Nenhuma tecnologia e nenhum plano funcionam se o brasileiro não tiver essa cultura implantada”, frisou.
Criado em dezembro de 2024, o Defesa Civil Alerta é hoje um dos principais aliados da população na antecipação de eventos extremos que coloquem em risco a vida das pessoas.
Trata-se de uma ferramenta de envio de alertas de emergência do Governo Federal que utiliza sistema de transmissão via telefonia celular para emitir alertas sonoros e/ou visuais informando sobre iminência de risco de desastres naturais.
Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem emitir som mesmo com os aparelhos no modo silencioso.
Nós dependemos de toda a participação local e nacional nessa integração para fortalecermos o que a gente tem chamado de ‘cultura do risco’. Nenhuma tecnologia e nenhum plano funcionam se o brasileiro não tiver essa cultura implantada”
Waldez Góes
Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional
O objetivo do Defesa Civil Alerta é complementar as outras ferramentas de alertas de emergência disponíveis para prevenção e mitigação dos impactos causados por desastres, avisando e orientando as pessoas que estejam em localidades com risco iminente de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, vendavais, chuvas de granizo, dentre outros. O conteúdo dos alertas é de responsabilidade da Defesas Civis de estados e municípios.
“O Brasil, por muito tempo, trabalhava só para responder no pós-desastre. O presidente Lula nos determinou fortalecer também a política de prevenção. É enxergar a situação antecipadamente, trabalhar planos de contingência, e isso precisa ter a participação muito forte da comunidade local ou liderada pelos atores públicos com a participação do setor privado”, afirmou Waldez Góes.
RIO BONITO DO IGUAÇU – O ministro citou o exemplo do tornado que atingiu a cidade paranaense de Rio Bonito do Iguaçu em novembro do ano passado.
Foi um dos tornados mais intensos já registrados no Brasil e causou imensa devastação no município.
“A gente tinha previsão e monitoramento da situação que poderia acontecer. Mas é impossível todos os modelos matemáticos, as instituições, pública e privada, determinarem que ia se formar um tornado, por onde ele ia entrar, naquela hora, e o que ele ia atingir. Você pode ter o melhor plano de trabalho. Não sabíamos que o tornado ia entrar ali onde entrou. Então, você imagina se a comunidade local não estiver preparada para isso, para obedecer um alerta, para saber onde se abrigar, como sair daquele ponto”.
SIMULAÇÕES – Para Waldez Góes é de suma importância que os estados e municípios adotem a prática de simulações para que suas populações estejam cada vez mais preparadas para agir em casos extremos. “Nós dependemos que, sobretudo nas regiões que são mais recorrentes às situações de eventos, que as escolas, as igrejas, os empresários, as instituições públicas e privadas estejam mais próximos e que os planos de contingência sejam divulgados antecipadamente. Se um município tem um plano de contingência e tem uma área de risco, pode ser utilizado a qualquer momento o sistema do Defesa Civil Alerta, seja o severo ou extremo. Então, aquela comunidade tem que estar sendo treinada para isso”, explicou.
“Lembra que antes de nós implantarmos o Defesa Civil Alerta nós fizemos testes? Não era de verdade, era uma simulação. Não há nenhum impedimento de que municípios que estão em zonas de maior risco de vez em quando simularem, criando a cultura de lidar com risco. Se passar 10 anos sem ter problema, beleza. Mas se acontecer, já existe internalizado em cada cidadão o respeito à política pública. Se uma autoridade emite um alerta, você tem que respeitar. Para você respeitar, você tem que conhecer, conviver, tem que participar, tem que aprender a lidar com aquilo”, prosseguiu o ministro.
MAIS DE 2 MIL ALERTAS – Desde sua criação, em dezembro de 2024, até o final de março de 2026, o Defesa Civil Alerta já havia emitido 2.103 alertas. Implementada em todo o território nacional pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, em conjunto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), vinculada ao Ministério das Comunicações, a tecnologia representa um grande avanço na gestão de riscos no Brasil. Do total de alertas emitidos até o final de março, 34 foram destinados a demonstrações. Os demais referem-se, em sua maioria, a chuvas intensas (924), tempestades (370), alagamentos (203) e deslizamentos (195). Também houve avisos sobre inundações, vendavais, queda de granizo e até sobre fontes radioativas em processos de produção, entre outros.
SEM CADASTRO PRÉVIO – A ferramenta emite alertas com informações sobre o tipo de risco iminente e orientações práticas à população. Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito. O alcance abrange celulares compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) com cobertura de telefonia móvel 4G ou 5G. O recurso não depende de pacote de dados e funciona mesmo sem conexão com Wi-Fi.
ALERTA SEVERO – O Defesa Civil Alerta emite dois tipos de alerta: severo e extremo. O alerta severo indica a necessidade de ações preventivas, como em casos de chuvas fortes com risco de deslizamentos ou alagamentos. Nesse caso, o celular emite um som de “beep”, sem interromper o modo silencioso.
A tela permanece bloqueada até que o usuário decida fechá-la. Para receber o alerta severo é necessário ativar a função nas configurações do aparelho. No sistema Android, basta acessar “Configurações”, “Segurança e emergência” e “Alertas de emergência sem fio”.
No sistema iOS, é preciso acessar “Notificações” e habilitar as opções de alerta.
ALERTA EXTREMO – O alerta extremo é o nível mais alto, utilizado em situações de risco grave e iminente à vida e ao patrimônio. Nesse caso, o celular emite um sinal sonoro contínuo, mesmo no modo silencioso.
A tela do aparelho é bloqueada e só pode ser liberada após o usuário fechar a notificação.
Nessa modalidade, a função já vem ativada por padrão e não pode ser desativada.
A Defesa Civil Alerta tem como objetivo ampliar a segurança da população, atuando de forma complementar a outros mecanismos de alerta de emergência, como SMS, TV por assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts.

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Participaram do programa desta quinta-feira o Portal ND+, de Florianópolis (SC); Rádio Bandnews, de Fortaleza (CE); Portal Ric, de Curitiba (PR); Rádio Jornal, de Recife (PE); Portal Correio do Povo, de Porto Alegre (RS); Rádio Cidade, de Luís Eduardo Magalhães (BA); Portal BNC, de Manaus (AM); e Rádio 95 FM, de Natal (RN).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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