Uso da Inteligência Artifical avança em áreas como vendas e atendimento, reduz despesas e pressiona empresas que ainda resistem à implementação de uma cultura tecnológica
Relatório da McKinsey & Company, consultoria global de estratégia e gestão, publicado em 2024, estima que a inteligência artificial generativa pode gerar entre US$2,6 trilhões e US$4,4 trilhões por ano na economia global.
A análise também indica que a implementação de processos já permite reduzir custos operacionais entre 20% e 30% em áreas administrativas e de backoffice.
Em 2025, o avanço da tecnologia e investimentos na área, tem acelerado esse movimento e levado empresas a reverem estruturas inteiras, substituindo tarefas antes executadas por equipes completas.
A mudança já é visível em áreas como atendimento, vendas, marketing e produção de conteúdo.
Na prática, sistemas integrados com Inteligência Artificial assumem atividades repetitivas e operacionais. Em vendas, ferramentas integradas a CRMs automatizam follow-ups, qualificam leads e organizam o funil comercial.
No marketing, a produção de conteúdo e a gestão de campanhas passam a operar com apoio direto da inteligência artificial.
Pettruz Vaz, empresário e gestor de processos com IA, afirma que o impacto vai além da redução de custos.
“A empresa não ganha só economia. Ela ganha velocidade, controle e capacidade de escalar sem aumentar a estrutura na mesma proporção”, diz.
Segundo ele, o principal risco hoje está na resistência à mudança. “Muita gente ainda enxerga a inteligência artificial como ameaça.
Enquanto isso, outras empresas estão usando para produzir mais, gastar menos e crescer mais rápido”, afirma.
A reorganização das operações tem alterado a dinâmica das equipes. Com o avanço da Inteligência Artificial, profissionais deixam de executar tarefas repetitivas e passam a atuar em funções mais estratégicas, ligadas à análise e tomada de decisão.
Para o consumidor final, o impacto aparece na forma de serviços mais rápidos, atendimento mais eficiente e experiências mais personalizadas.
Já para as empresas, o ganho está na redução de desperdícios, na padronização de processos e na melhoria da qualidade das informações utilizadas no negócio.
Mesmo com os benefícios, a adoção ainda encontra barreiras. Um dos principais obstáculos está na tentativa de aplicar tecnologia sem organização prévia.
“A inteligência artificial não resolve a desorganização. Se o processo é ruim, ela só acelera o problema”, afirma.
A partir da experiência prática, o empresário defende que a IA deve ser tratada como base operacional, e não como ferramenta complementar.
O primeiro passo é mapear processos e identificar onde estão os gargalos, especialmente em atividades que geram retrabalho ou consomem tempo excessivo da equipe.
Em seguida, a recomendação é priorizar áreas com impacto direto no resultado financeiro, como vendas, atendimento e cobrança.
Outro ponto central está na integração. A inteligência artificial precisa estar conectada a ferramentas já utilizadas pela empresa, como CRM e plataformas de atendimento.
Sem isso, a solução perde eficiência e não gera ganho consistente.
A capacitação também se torna um fator decisivo. Profissionais que aprendem a utilizar a tecnologia aumentam produtividade e passam a ocupar funções mais relevantes dentro das organizações.
“Não é a inteligência artificial que tira empregos. O que elimina oportunidades é a falta de qualificação”, afirma.
Por fim, a orientação é começar de forma gradual, com projetos menores e mensuráveis, que permitam validar ganhos antes de expandir o uso da tecnologia.
A transformação já está em curso. Empresas que tratam a inteligência artificial como base operacional ganham eficiência e ampliam a margem.
As que adiam a adoção tendem a enfrentar custos mais altos e perda de competitividade ao longo do tempo.
Sobre Pettruz Vaz
Pettruz Vaz é empresário especializado em automação de processos e desenvolvimento de soluções com inteligência artificial aplicadas a negócios.
Com trajetória no mercado digital, atuou à frente de uma agência voltada ao segmento de lançamentos, onde liderou equipes e estruturou operações comerciais em escala.
Após enfrentar a quebra da empresa, experiência que marcou um ponto de inflexão em sua carreira, passou a aprofundar sua atuação em tecnologia e gestão, direcionando o foco para eficiência operacional e previsibilidade de resultados.
Atualmente, desenvolve e implementa soluções baseadas em inteligência artificial para empresas que buscam reduzir custos, organizar processos e aumentar produtividade.
Seu trabalho é voltado à aplicação prática da tecnologia no dia a dia das operações, com foco em eliminar retrabalho, integrar sistemas e melhorar a tomada de decisão.
A partir da própria vivência empresarial, consolidou uma abordagem orientada à simplificação e à escalabilidade, apoiando negócios na adoção estratégica de automação como ferramenta de crescimento sustentável.
Para mais informações acesse instagram e youtube.
Fontes de pesquisa
Mapa de Empresas (Governo Federal/MDIC)
https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/mapa-de-empresas/boletim-do-mapa-de-empresas
McKinsey & Company – Jobs lost, jobs gained: workforce transitions in a time of automation
Sebrae – Sobrevivência de empresas no Brasil



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Carolina Lara
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