Competências ligadas à IA, Inteligência Emocional e Comunicação também foram apontadas no “Termômetro de T&D 2026”, divulgado pela Conquer in Company
(crédito: iStock)
Liderança, Gestão de Pessoas e habilidades em Inteligência Artificial.
Segundo a maioria dos profissionais ouvidos no “Termômetro de T&D 2026”, que investigou a realidade de empresas de diferentes regiões, essas serão as competências prioritárias dos times de Treinamento e Desenvolvimento ao longo do ano que vem — conforme divulgado pela Conquer in Company, unidade com foco em treinamentos corporativos da Conquer.
A informação acaba de ser compartilhada pela escola de negócios, que, recentemente, buscou desvendar a organização, desafios e impacto da área segundo 800 profissionais de RH e T&D de todo o país, entre a adesão dos colaboradores e as expectativas dos entrevistados para o futuro.
Embora a maioria dos respondentes avaliem a aprendizagem corporativa como “essencial” nos próximos cinco anos, para boa parte deles, ainda há muito espaço para mudanças em certos processos hoje — como tornar os treinamentos mais integrados às demais de negócio (11%), aumentar o uso de IA para um acompanhamento mais personalizado (13%) e, ainda, ser capaz de medir seus resultados por meio de dados (10,5%).
Principais descobertas:
- 49% dos entrevistados fazem parte de times que usam IA no desenvolvimento de pessoas;
- Liderança, Gestão de Pessoas e habilidades em IA serão as prioridades da maioria das organizações em 2026;
- Superar a falta de interesse dos colaboradores, no entanto, ainda é o maior desafio da área no país;
- Além disso, somente 11,8% dos profissionais de T&D mapeiam necessidades internas com base em dados e planos de negócio.
Mapeando a área de T&D nas empresas nacionais
Apesar do avanço dos programas de Treinamento e Desenvolvimento nos últimos anos, os dados do “Termômetro de T&D” mostram que, de forma geral, a maturidade da área ainda pode ser melhor desenvolvida em muitas empresas.
Ao mapearem possíveis lacunas de habilidades entre os colaboradores, por exemplo, apenas 11,8% dos entrevistados compartilharam recorrer a dados de negócio e planos da própria empresa para visualizar certas necessidades, enquanto somente 8,5% trabalham, hoje, com ferramentas de Análise de Pessoas e matriz de competências.
De acordo com 3 em cada 10 ouvidos, vale dizer, suas organizações sequer realizam o mapeamento de competências, etapa essencial para direcionar ações estratégicas e conectadas aos objetivos da instituição.
A mensuração do impacto das ações também segue como ponto de atenção em alguns casos. Isso porque, do total de ouvidos, só 3% afirmaram realizar cálculos de ROI referente a treinamentos, verificando a relação entre o aprendizado e resultados concretos.
Talvez por isso, hoje, 46% dos respondentes sintam que as organizações coloquem pouco em prática o que é aprendido nos encontros, o que evidencia como transformar aprendizado em prática continua sendo um desafio no dia a dia.
Mesmo diante de tais faltas, é importante salientar que alguns rituais de desenvolvimento permanecem sendo seguidos por inúmeros gestores e colaboradores — como as reuniões 1:1 (25,3%) e conversas de feedback (23,4%), fundamentais para manter o aprendizado vivo.
Em contrapartida, ações como o acompanhamento de PDI (14,6%) e sessões de revisão de metas e objetivos (14,5%) apareceram com menor frequência, reforçando certa dificuldade ao manter práticas de T&D mais estruturadas e contínuas.
Falta de engajamento e suas consequências
Segundo o “Termômetro do T&D 2026”, engajar os colaboradores tem sido o principal obstáculo enfrentado entre os profissionais ouvidos pela Conquer.
Não por acaso, 16,9% deles apontaram a resistência ou falta de interesse das pessoas como sua maior barreira atual — à frente de dificuldades como garantir a aplicação prática do aprendizado no trabalho (15,9%) e vincular o impacto das capacitações a métricas de negócio (14,5%).
No geral, embora muitos respondentes ouçam dos colaboradores que o conteúdo dos treinamentos é útil (37,5%), também são bastante comuns feedbacks como “fico perdido depois do curso, sem saber como aplicar” (13,3%) e “os treinamentos são maçantes e tomam muito tempo do meu dia” (14,4%).
Junto deles, 12,5% mencionaram escutar com recorrência que não há relação entre o que é ensinado e a rotina de trabalho — indicando a importância de programas mais personalizados e conectados à prática.
A consequência dessa falta de engajamento, aliás, aparece também na adesão das pessoas.
Quase metade dos profissionais (45%) afirmam que, em suas empresas, de dois a cinco treinamentos são cancelados ou adiados anualmente por falta de participantes ou prioridade, e um em cada cinco (20,6%) diz que esse número pode chegar a dez cancelamentos anuais.
“O sinal é claro: mais do que oferecer treinamentos, é preciso investir em uma cultura de aprendizagem contínua e propósitos compartilhados, que engajem os colaboradores de forma efetiva”, afirma Giovana Chimentão, Diretora de Educação da Conquer.
“Quando o aprendizado é percebido como relevante para o dia a dia do profissional e conectado aos objetivos da empresa, os resultados são muito mais consistentes e duradouros, o que faz com que todos saiam ganhando”.
Da liderança ao pensamento crítico: quais habilidades as empresas priorizarão em 2026?
Independentemente dos desafios atuais, ao olharem para os próximos cinco anos, os profissionais ouvidos pela Conquer têm uma visão otimista sobre a aprendizagem nas organizações: para muitos, ela seguirá sendo essencial (8,1%) ou necessária (3,8%), tendo em vista a demanda por atualização constante no ambiente corporativo.
Para 2026, vale dizer, o foco maior será desenvolver colaboradores capacitados, com a competência Liderança e Gestão de Pessoas figurando no topo das prioridades de T&D, seguida por habilidades cada vez mais estratégicas, como Inteligência Artificial (10,3%), Inteligência Emocional (9,8%), Comunicação (9,6%) e Capacidade de Análise e Pensamento Crítico (7,7%).
Se pudessem promover ajustes na área no futuro, 36,4% dos profissionais mudariam o foco de “dar treinamento” para “gerar desenvolvimento contínuo”, enquanto 28,8% gostariam que a área fosse vista mais como investimento estratégico e não como custo.
O aumento do uso de IA para personalização em escala (13%) também foi citado como uma prioridade — sobretudo em um momento no qual, segundo 49% dos ouvidos, as Inteligências Artificiais já vêm sendo aplicadas no contexto do desenvolvimento de pessoas nos últimos meses.
Metodologia
Para elaborar um panorama sobre as ações de Treinamento e Desenvolvimento em 2025, nas últimas semanas, foram entrevistados 800 profissionais de diferentes empresas — entre áreas como T&D (32,5%), RH (50,1%) e Administrativo (4,6%) — conectados à internet.
Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 17 questões, que exploraram detalhes como o orçamento, estrutura e impacto da área de T&D nas empresas hoje.
A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.
Sobre a Conquer in Company
Unidade da Conquer com foco em treinamentos corporativos, a Conquer in Company tem como objetivo apoiar empresas que querem desenvolver suas equipes de forma prática e estratégica.
Para isso, a escola de negócios constrói jornadas de desenvolvimento sob medida para cada negócio, entre diagnósticos personalizados, trilhas de aprendizagem, projetos práticos e materiais de apoio, sempre focados em gerar evolução concreta da equipe.
Seus cursos, palestras e treinamentos seguem a missão geral da Conquer, que, desde 2016, vem transformando a educação corporativa no Brasil por meio de cursos livres, pós-graduações e imersões práticas voltadas às competências exigidas pelo mercado de trabalho.
André Eloi
Assessor de Imprensa(85) 9 9740-6597
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